O horror submarino de The Wake

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“There’s something out there…”

Quando o Bruno Taurinho tuitou sobre The Wake, eu fiquei curioso.

 

Eu já estava procurando novas histórias para ler e fiquei com aquilo na cabeça. O que Scott Snyder (“American Vampire”) estava aprontando agora? Sendo um apaixonado por biologia marinha e conspirações governamentais, as primeiras palavras da sinopse já prenderam a minha atenção.

“Quando a bióloga marinha Lee Archer é convocada pelo Departamento de Segurança Doméstica para prestar auxílio contra uma nova ameaça, ela se vê nas profundezas do Círculo Ártico, numa plataforma de extração de petróleo secreta onde descobriu-se algo tão milagroso quanto aterrorizante…”

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Desconstruindo hábitos absolutos

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Você já se perguntou de onde veio a ideia de tirar leite de uma vaca e bebê-lo? Ou o que tinha na cabeça da primeira pessoa ao cortar os próprios cabelos? Qual era a expectativa ao fermentarmos a uva ou a cevada, há tantos milhares de anos? De onde veio o nosso hábito de ler no banheiro?

Essas e diversas outras dúvidas sempre me pegam de surpresa. Acho engraçado e divertido tentar entender o que se passava na cabeça do primeiro ser humano que cogitou fazer alguma dessas coisas – a maioria das vezes eu fico imaginando isso com comidas simples, como o arroz ou feijão. Para verduras e frutas é fácil pensar que vimos os animais comendo e simplesmente copiamos esse hábito. Mas e quantos aos legumes? Quem disse que a batata ou a cenoura que estavam ali embaixo da terra eram comestíveis? Que tipo de necessidade – ou inquietude – passaram nossos ancestrais para cogitarem ingerir aquelas raízes, correndo o risco de não só terem um gosto ruim, mas serem venenosas.

E alimentos que, naturalmente são ruins ou tóxicos, mas quando passados por algum tipo de processo – como o cozimento, por exemplo – se tornam comestíveis e, às vezes até essenciais para a nossa sobrevivência?

Durante a Idade Média européia, era muito mais comum beber vinho ou cerveja pois o processo de produção eliminava as substâncias nocivas que eram abundantes na água da época. Mas o quê passou na cabeça da primeira pessoa que percebeu que um processo de fervura já ajudava a purificar a água?

Eu sei, você pode estar pensando que esse tipo de pensamento não me leva a lugar nenhum. É só um exercício de reflexão que eu gosto de fazer de vez em sempre. Mas eu penso que pode sim me levar a algum lugar… Acho importante tentar entender porque as coisas são hoje do jeito que são, para que possamos identificar se algum padrão que estamos seguindo ainda faz sentido ou se já não deveríamos tê-lo abandonado ou substituido por outro.

Te convido a fazer esse exercício a partir de agora. Pegue hábitos e coisas que são absolutas na sua vida, que você faz quase no modo automático, sem pensar direito. E reflita como aquilo entrou na sua vida, na da sua família, na sua cultura e, por fim, na espécie humana. Desconstrua a lógica por trás daquilo e pense se hoje, com as facilidades tecnológicas e avanços sociais que alcançamos, não há um modo mais “lógico” de realizar essas mesma tarefas ou pensamentos.

Se quiser, deixe um comentário dizendo o que te faz “viajar” nesse sentido ou me conte quais hábitos absolutos acredita estarem ultrapassados e precisando de uma reformulação.

Pilotando os robôs gigantes de Knights of Sidonia

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Robôs gigantes enfrentando ameaças alienígenas. Seja controlados por humanos ou personificando criaturas inteligentes, a premissa é sim batida. Mesmo que você não acompanhe o universo dos mangás e animes japoneses, Hollywood já adaptou – utilizando sua fórmula de sucesso – histórias desse tipo. Pacific Rim, Transformers e diversos outros vem à mente. Mas Knights of Sidonia bebe de outra referência, que assumidamente também influenciou os robôs gigantes de Guillermo del Toro: Evangelion.

É impossível não traçar paralelos e comparações entre as duas histórias: robôs gigantes pilotados por adolescentes, treinados por uma organização militar cheia de segredos, para enfrentar monstros que vem dos céus sem aviso prévio. Claro que resumir qualquer uma das duas séries à essas simples frases é fazer pouco caso da rica complexidade psicológica e interações sociais dos personagens de Evangelion ou da trama cheia de conspirações e amarradinha de Knights of Sidonia.

Terminei recentemente a primeira temporada, que está disponível no Netflix e só consegui pensar em como ambos os animes são parecidos – tanto em elementos do roteiro quanto na qualidade do produto final. Não é porque Knights of Sidonia se assemelha à Evangelion que você deve encará-la com desdém ou fazer pouco caso. Knights se sustenta e entrega 12 episódios de muita ação e uma história que vai te deixar intrigado pelo próximo acontecimento.

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Navegando nas águas piratas de Black Sails

(texto originalmente escrito para o SerieTerapia)

Içar velas! Preparar canhões! Velocidade de 15 nós a bombordo!

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Passando na era de ouro da pirataria do século XVIII, a série com produção de Michael Bay estreou no começo do ano e acompanha a busca do pirata James Flint, capitão do navio Walrus, pela Urca de Lima, um galeão recheado de ouro e jóias do império espanhol. Pense em Piratas do Caribe, sem a produção da Disney (e, consequentemente, seus alívios cômicos), mas com qualidade de roteiro e produção dignas da HBO.

Intercalando a vida dos piratas em alto mar com a (tentativa) de organização e comércio no porto de Nassau, Black Sails segue um plot determinado, com poucos desvios de roteiro ou encheção de linguiça. Contando com somente oito episódios (cerca de 50 minutos cada) na temporada de lançamento, desviar para tramas secundárias não é um luxo que a série se permite muito. Existem histórias paralelas à busca da Urca de Lima, claro. Mas elas trabalham em prol ou da evolução dos personagens ou da trama principal – o que, ao meu ver, acontecem de forma fluida e crível dentro da série.

Sem dar spoilers ou entregar muito do que acontece, nos capítulos finais da temporada eu me senti assistindo à episódios de Game of Thrones – não tanto pelas mortes, que também acontecem em Black Sails, mas pelos plot twists e reviravoltas que os personagens sofrem. Algo que você deveria estar ciente e preparado, já que a série é sobre PIRATAS!

Ficou interessado? Veja o trailer abaixo e continue lendo o texto aqui.

27 coisas sobre ter 27 anos

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Igor Faria:

Não tem como passar batido pelos 27. Assim como não tem como deixar de se enxergar em quase todos os pontos levantados pela Fabi neste texto. Enjoy… And be free!

Postado originalmente em FABI SOARES:

Um post disfarçado de autoanálise sobre o fato de eu estar completando 27 anos na sexta.

1) Aquela crise do 3º ano de colégio (sobre o que você vai ser quando crescer) nunca vai embora

1

2) Você gasta mais tempo namorando a vitrine com móveis de casa do que  a vitrine de sapatos.

3

3) Você começa a se achar velho demais pra tudo, mesmo não sendo.

Então ignore esse sentimento e faça a coisa anyway.4

4) Você descobre que na vida nada está sobre controle e começa a relaxar.

relaxe

5) Você aprende que cabeça e coração raramente concordam um com o outro. E isso não é o fim do mundo.

Por exemplo, você pode até entender que você não precisa sofrer por algo, mas seu coração dói mesmo assim. Então deixa o coração doer. O que você sente não precisa fazer sentido, só precisa ser sentido e pronto.

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6) É hora de…

Ver original 602 mais palavras

EF – Live The Language, pt. III: Rio de Janeiro

Eu já falei aqui sobre a campanha Live The Language, da escola EF, umas duas vezes. Não é atoa que eu gosto tanto dessa campanha: ao meu ver, ela transmite a essência do que a experiência de intercâmbio deve ser. Aprender uma nova língua, sim, mas também estar imerso em uma nova cultura. Fazer um intercâmbio é uma experiência que vai te dar não só uma noção de mundo, mas também uma noção de si próprio inserido nesse mundo. É uma das poucas etapas na vida que eu gostaria que todo mundo tivesse a oportunidade de passar.

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E, pelo visto, eu não sou o único que virou fã dessa campanha. O Kenzo Giunto, um jovem brasileiro,  na busca por se tornar um cineasta famoso – compartilho sua paixão, cara! – fez a sua própria versão do filme, colocando a mais famosa cidade do Brasil em foco: o Rio de Janeiro recebe um intercambista que aprende algumas gírias e costumes marrentos cariocas.

Confesso que achei engraçado ver expressões como “mate”, “altinha” e “pão de queijoMINEIRO PRIDE, YO! na tela, mas o vídeo não perde em nada para a campanha original. Inclusive, eu só fui notar que era uma versão amadora, ao final do vídeo, quando vi que o canal não era o oficial da EF. Quem quiser conferir os outros trabalhos do Kenzo, o canal do cara no YouTube é este aqui fica a dica: o cara tem talento! Smiley piscando

Sobre encalhes, golfinhos e Ingrid Visser

No dia 05 de março, cerca de 20 golfinhos encalharam nas areias da Prainha, em Arraial do Cabo. Os moradores e banhistas que estavam ao redor, após a surpresa inicial de verem os animais nadarem em direção à praia e ficarem agarrados, correram para ajudar. O mais fantástico? Toda a ação foi gravada em vídeo e não dura nem quatro minutos!

Um encalhe é extremamente estressante para os cetáceos e, dizem os cientistas, podem traumatizar um animal pelo resto da vida. Principalmente se o resgate for demorado, alguns animais não conseguem sobreviver nem mesmo após terem retornado ao mar. Neste caso, pela rapidez do salvamento, o “erro de percurso” talvez não deixe sequelas nos golfinhos.

Encalhes de golfinhos e baleias não são raros, mas nos últimos anos os números de ocorrências tem assustado os cientistas. Alguns culpam a intervenção direta do homem no reino marinho, através de sonares, plataformas petroquímicas, e demais construções que interferem no senso de direção dos animais, principalmente com a ecolocalização dos golfinhos. Outros afirmam que são as mudanças climáticas que vem afetando os sonares biológicos dos animais.

orca research trust

Quem faz um trabalho fantástico com animais encalhados é a doutora Ingrid Visser. Ela criou a "Orca Research Trust", uma organização não-governamental empenhada em educar as pessoas, coletar informações e proteger as Orcas da Nova Zelândia. A ORT possui uma “orca hotline”, em que as pessoas podem ligar em casos de avistament0 ou encalhe de orcas. É imensa a quantidade de gente que avisa e, por causa dessas pessoas, a cientista já conseguiu salvar um bom número de golfinhos e baleias assim. [clicar na imagem acima vai te levar pra página do projeto, no Facebook]

No primeiro vídeo abaixo, a doutora Ingrid e voluntários tentam salvar um grupo de baleias piloto que encalharam na costa norte da ilha sul da Nova Zelândia, em janeiro deste ano. No segundo vídeo, a doutora e outros voluntários tentam salvar uma orca macho, no fim de 2010.