X-MEN: A Brazilian Tribute to 51 Years

X-Men - A Brazilian Tribute to 51 Years

De todas as minhas “nerdices“, eu consigo lembrar que X-Men foi a primeira obra que eu tive acesso e fiquei interessado, quando era bem jovem, antes mesmo de Cavaleiros do Zodíaco ou filmes como Star Wars. Meu irmão mais velho assinava as revistinhas da Marvel que, na década de 90, a Abril traduzia e publicava no Brasil. A cada mês, o pacotinho com Homem-Aranha, Hulk, Capitão América e outros chegava lá em casa, mas eu me recordo de sempre começar pelas aventuras dos X-Men. Na época, acho que o grupo de super-heróis com poderes espetaculares, lutando contra vilões quase invencíveis me chamava bastante atenção. Mas foi só quando eu cresci mais um pouco que fui entender as mensagens políticas e humanas por trás dos mutantes criados por Stan Lee e Jack Kirby.

Na época eu ainda era muito novo pra entender que seus personagens representavam várias etnias e cenários culturais. Muito menos que as histórias tratavam de temas relacionados à minorias, discriminação racial, tolerância e crenças na existência de uma “raça superior”. Mas aquilo me chamava a atenção de alguma forma e hoje dou muito valor a ter crescido lendo esses quadrinhos, tanto que, acredito que boa parte da minha mentalidade de “analisar antes de julgar” e entender que ninguém é melhor que o outro, vieram das histórias dos X-Men.

O projeto X-MEN: A Brazilian Tribute to 51 Years, foi criado para homenagear as HQs dos mutantes, que completaram 51 anos no dia 10 de setembro de 2014. Criado por Renan Roque, o projeto teve participação de 51 ilustradores para redesenhar, ao seu estilo, 51 personagens da série. Abaixo (clique em “Continuar lendo“) eu selecionei os meus personagens e ilustrações preferidos, mas aconselho conferir a página do projeto no Behance para ver todas as obras.

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“Yeah Branding, bitch!” Logos fictícios de séries de TV

Francis Underwood

Uma coisa que sempre me chama a atenção em séries de TV, filmes ou qualquer obra que conta uma história, é a capacidade que aquele universo tem de se expandir e apresentar novos elementos a partir dos primeiros que já foram estabelecidos. Sim, eu sou uma vadia dos universos expandidos! Muito dessa capacidade se dá no nível de detalhes que os criadores colocam em mostrar ao público detalhes irrelevantes, mas que fazem aqueles personagens serem mais críveis e reais.

O artista uruguaio Pablo Cánepa pode não ter trabalhado em nenhuma destas séries, mas ele criou várias logos dos negócios de diversos personagens das séries mais famosas da atualidade. Dentre os meus preferidos estão a campanha para presidente do Francis Underwood (House of Cards), o escritório de arquitetura do Ted Mosby (How I Met Your Mother) e a clínica médica do Gregory House (House). Na página do projeto no Behance, tem ainda logos para Walter White e Jesse Pinkeman (Breaking Bad), Ross Geller e Joey Tribbiani (Friends), e muitos outros. Vale a pena o clique!

Gregory House

Ted Mosby

Walter White

Power Ranger da 1ª geração, por Fernando Peniche

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Quem cresceu – ou sequer viveu – nos anos 90, sabe da importância dos Power Rangers na formação das crianças e pré-adolescentes daquela época. Eu não sou exceção à regra! Lembro muito bem de passar o horário do almoço inteiro grudado na telinha, assistindo às aventuras dos protetores da Alameda dos Anjos, seja contra Rita Repulsa, Lord Zed ou qualquer outro vilão da vez.

Apesar de ter acompanhado até a saga “No Espaço” e a considerar uma das melhores (ao lado da Turbo), não posso negar a carga emocional e a diversão que foram as primeiras temporadas, com Tommy, Jason/Rocky, Billy, Zack/Adam, Trini/Aisha, Kimberly/Katherine e até do alívio cômico Bulk e Skull. Foram essas três primeiras temporadas que nos apresentaram ao Zordon, ao Alpha 5 – e seu inconfundível “Ai, ai, ai, ai, ai, Rangers!”.

(melhor música de abertura de toda a série!)

E parece que eu não sou o único a lembrar dessa época com carinho e saudosismo. O artista mexicano Fernando Peniche redesenhou os primeiros Rangers com um traço mais moderno, adulto e – porque não? – badass. Coloquei todos abaixo (clique em “Continuar lendo“), mas vale a pena dar uma olhada no devianART do cara. Tem muita coisa bacana! Na página do projeto no Behance (postado em Outubro 2013), ele diz que iria fazer também as versões dos Zords e Megazords, porém nada ainda foi postado. Bora lá elogiar e pedir pra ele continuar a série?

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#ihRodei pelo Atacama

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(vem comigo nessa viagem!)

O amigo Thiago Khoury me convidou pra falar sobre os tours que eu fiz com duas amigas (Juliana e Nataly) no começo de ano, lá no Atacama! A série vai ter quatro posts e o primeiro já está no ar, com minhas impressões sobre os Monjes de la Pacana” e o belíssimo “Salar de Tara. Confira o comecinho ai embaixo e acompanhe o  Rodei para ler as excelentes dicas de viagens do Thiago!

“E se a gente passasse o Reveillon no deserto?”

Foi mais ou menos assim que começou a história do fim de ano mais inusitado e divertido da minha vida. Já tínhamos combinado de passar a virada de 2013 para 2014 juntos, mas apesar do plano original envolver Londres, em junho já estávamos com as passagens compradas para Santiago e San Pedro de Atacama.

Resolvemos fechar todos os tours no primeiro dia e, apesar de procurarmos ferrenhamente a loja da Grado 10, como o Thiago indicou aqui, acabamos fechando tudo com a Turistour. Os caras são bacanas – quem fechou com a gente foi uma moça super simpática – e todo o processo de entender quais os tours disponíveis, encaixar os melhores horários e dias, agendar e pagar não demorou mais do que 40 minutos.

Resolvemos colocar um tour mais comprido no primeiro dia, dois tours no segundo dia, descansar no terceiro dia e fechar a tarde do terceiro dia com um último tour.

(Nataly, eum Juliana e os dois dos vulcões mais famosos do mundo: Licancabur e Hulriques)
(Nataly, eu, Juliana e os vulcões Licancabur e Hulriques)

Começamos no dia seguinte ao que chegamos em San Pedro indo aos Monjes de la Pacana e Salar de Tara. O pessoal da Turistour nos pegou no hotel por volta das 8:00 e partimos de van em direção à cordilheira andina. Confesso que não tinha sentido a presença do deserto até então, mas quando a van parou para observarmos os vulcões Licancabur e Hulriques, e depois durante o lanche no mirante Quepiaco, a realidade bateu e fiquei embasbacado com tanta beleza!

Continue lendo sobre minha viagem ao Atacama no Rodei.

O drama adolescente de Finding Carter

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Como você se sentiria ao descobrir, em plena adolescência, que a mulher que te criou sozinha e que você ama, não é a sua mãe verdadeira? Pior, que você não é fruto de uma adoção, mas foi uma criança raptada aos 3 anos de idade?

Essa é a história contada na série Finding Carter, que estreou no começo de Julho, na MTV americana. Como você pode imaginar, pelo canal em que passa, a história tem uma pegada de drama adolescente, com os personagens experimentando amores, drogas e demais possibilidades que aparecem em suas vidas. Mas isso não quer dizer que a qualidade seja ruim, muito pelo contrário!

A série explora muito a inconsistência na vida de Carter, vivida pela atriz Kathryn Prescott (ex-Skins), hora lutando para não acreditar que a mulher que a criou tão bem seja essa pessoa horrível que todos dizem, hora tentando apreciar sua nova casa, o lar de onde foi roubada. Para piorar a situação, a sua mãe biológica (interpretada por Cynthia Watros, ex-Lost) é policial e caça incansavelmente a “outra mãe” de Carter, que agora é uma fugitiva da polícia. Uma situação que gera diversas discussões e um clima nada agradável entre mãe e filha. Você sabe, como qualquer família comum. Quer mais drama no seu café? Então toma um casamento em ruinas, que ainda sofre com o desaparecimento da filha e, mesmo com o seu retorno, não parece conseguir voltar a ter uma boa sintonia!

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O horror submarino de The Wake

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“There’s something out there…”

Quando o Bruno Taurinho tuitou sobre The Wake, eu fiquei curioso.

 

Eu já estava procurando novas histórias para ler e fiquei com aquilo na cabeça. O que Scott Snyder (“American Vampire”) estava aprontando agora? Sendo um apaixonado por biologia marinha e conspirações governamentais, as primeiras palavras da sinopse já prenderam a minha atenção.

“Quando a bióloga marinha Lee Archer é convocada pelo Departamento de Segurança Doméstica para prestar auxílio contra uma nova ameaça, ela se vê nas profundezas do Círculo Ártico, numa plataforma de extração de petróleo secreta onde descobriu-se algo tão milagroso quanto aterrorizante…”

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Desconstruindo hábitos absolutos

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Você já se perguntou de onde veio a ideia de tirar leite de uma vaca e bebê-lo? Ou o que tinha na cabeça da primeira pessoa ao cortar os próprios cabelos? Qual era a expectativa ao fermentarmos a uva ou a cevada, há tantos milhares de anos? De onde veio o nosso hábito de ler no banheiro?

Essas e diversas outras dúvidas sempre me pegam de surpresa. Acho engraçado e divertido tentar entender o que se passava na cabeça do primeiro ser humano que cogitou fazer alguma dessas coisas – a maioria das vezes eu fico imaginando isso com comidas simples, como o arroz ou feijão. Para verduras e frutas é fácil pensar que vimos os animais comendo e simplesmente copiamos esse hábito. Mas e quantos aos legumes? Quem disse que a batata ou a cenoura que estavam ali embaixo da terra eram comestíveis? Que tipo de necessidade – ou inquietude – passaram nossos ancestrais para cogitarem ingerir aquelas raízes, correndo o risco de não só terem um gosto ruim, mas serem venenosas.

E alimentos que, naturalmente são ruins ou tóxicos, mas quando passados por algum tipo de processo – como o cozimento, por exemplo – se tornam comestíveis e, às vezes até essenciais para a nossa sobrevivência?

Durante a Idade Média européia, era muito mais comum beber vinho ou cerveja pois o processo de produção eliminava as substâncias nocivas que eram abundantes na água da época. Mas o quê passou na cabeça da primeira pessoa que percebeu que um processo de fervura já ajudava a purificar a água?

Eu sei, você pode estar pensando que esse tipo de pensamento não me leva a lugar nenhum. É só um exercício de reflexão que eu gosto de fazer de vez em sempre. Mas eu penso que pode sim me levar a algum lugar… Acho importante tentar entender porque as coisas são hoje do jeito que são, para que possamos identificar se algum padrão que estamos seguindo ainda faz sentido ou se já não deveríamos tê-lo abandonado ou substituido por outro.

Te convido a fazer esse exercício a partir de agora. Pegue hábitos e coisas que são absolutas na sua vida, que você faz quase no modo automático, sem pensar direito. E reflita como aquilo entrou na sua vida, na da sua família, na sua cultura e, por fim, na espécie humana. Desconstrua a lógica por trás daquilo e pense se hoje, com as facilidades tecnológicas e avanços sociais que alcançamos, não há um modo mais “lógico” de realizar essas mesma tarefas ou pensamentos.

Se quiser, deixe um comentário dizendo o que te faz “viajar” nesse sentido ou me conte quais hábitos absolutos acredita estarem ultrapassados e precisando de uma reformulação.