Da série: Eu Queimo o Meu Próprio Filme!
Minha mãe achou algumas anotações que ela fazia quando eu era criança marota sapeca, com meus 3 ou 5 anos de idade. Na verdade, todo ano ela acha essas anotações, e vem lê-las pra mim como se fossem O achado da humanidade. Eu sempre rio, porque a maioria já virou piada interna da família. Se você não acharem tanta graça assim, a culpa não é minha. É da minha mãe, que sempre vem hiper empolgada contar esses casos…![]()
- O Igor, aos 3 anos de idade ainda troca o “C” pelo “T” e o “G” pelo “D”: eu estava conversando com o Joaquim (esse é o meu pai, ok?), ao levar o Igor para a Escolinha Arco-Íris (sem piadinhas preconceituosas, ok?), quando comentei: “O Igor está levando ‘suto’ para a aula.” E ele, muito esperto, disse: “Mamãe, você falou errado! Não é ‘suto’, é suto!”
- O Igor é uma criança muito levada (mentira, hein?!), conversa muito quando está no seu ambiente. E isto aconteceu na Escolinha Arco-Íris (olha o preconceito, minha gente!). A escola é separada por mesas redondas, onde sentam entre 5 e 7 alunos. Como a turminha da mesa dele estava conversando demais, a tia Ana Rita chamou a atenção, dizendo: “Oh, Igor! A sua mesa é a que mais conversa.” Então ele olhou de baixo da mesa, olhou de um lado e do outro, virou para ela e disse: “Mas tia… e mesa ‘tonversa’?”
- No mesmo dia, a tia Ana Rita, contando uma histórinha, gesticulou com o braço no ar, imitando uma cobra. O Igor, muito danado, disse para ela: “Oh, tia! ‘Tobra’ não anda no ar, não! Ela anda é assim, no chão!” E colocou a mão no chão, getsiculando com uma cobra.
- Mutum (MG), 17 de Abril de 1990. 3 anos e 7 meses. Igor pegou uma camisa nova e me pediu para vestí-lo. Mas como era nova, eu disse a ele que não era camisa de vestir pra ficar dentro de casa. Então ele me respondeu: “Oh, mãe… Eu ‘fito’ lá fora, então!”
- Mutum, Setembro de 1990. Mais uma do Igor… A avó de uma das coleguinhas estava viajando para os Estados Unidos, e essa coleguinha comentou o fato na escolinha. O Igor, não achando nada demais naquilo, respondeu para ela: “Hmm… Eu também já fui em Lajinha!” (nota do editor: Lajinha é uma cidade que fica próxima à Mutum, cerca de 43kms)
Eu Te Amo…?
O que é mais válido pra você? Acreditar que quem diz “EU TE AMO” como quem diz “BOM DIA”, não sabe o que é amor de verdade? Ou pensar que não se pode deixar passar nenhuma oportunidade pra dizer o quanto gosta de alguém?
Parei pra pensar nisso agora e percebi que já passei por ambas as fases. Antigamente, quando eu tinha lá meus quinze anos, acreditava que AMOR não era só um sentimento muito forte. Era também uma palavra que às vezes passava mais do que você realmente estava sentindo. Por isso, evitava ao máximo falar que amava uma coisa – seja ela pessoa, objeto, cor ou sei lá o que mais… Eu pensava que você tinha uma cota máxima de amores por vida. Seus pais, seus irmãos, quem sabe até um puxadinho na sua família. A pessoa com quem você deu seu primeiro beijo, sua primeira namorada séria, a pessoa com que você teve a sua primeira vez, a pessoa com quem você casou. Por sorte, seus filhos. E pronto! Tava ai a cota de “eu te amo” que você tinha reservado pra distribuir durante toda a sua vida.
É, eu costumava ver as coisas bem preto no branco mesmo. Ainda bem que as pessoas crescem, aprendem… E mudam.
Hoje – não só por experiências pessoais, mas também por observar e entender algumas verdades da vida humana – eu já sou adepto da filosofia do dizer “eu te amo” sempre que o sentimento parecer verdadeiro. Você pode amar seu cachorro de manhã, quando ele se deita do seu lado enquanto você toma café. De tarde, seu amor pode se virar para aquele amigo que, com o timming certo pra piadas, deixa o dia mais leve. De noite, o amor é voltado pra sua cama, que sempre te recebe com os mais quentes dos cobertores.
Acho que o que eu estou tentando dizer é que, hoje em dia, com tantas incertezas e tristezas no mundo, uma das poucas coisas que podemos confiar, é nesse sentimento que por vezes é bem brincalhão. Não estou dizendo também que agora liberou geral, e eu vou pegar minhas quinze esposas porquê o lance agora é amar todo mundo!
I wish!
Eu acredito que, se você sente um sentimento forte e genuíno por alguém, não esconda isso para você. Dizer “eu te amo” nem sempre quer dizer “quero me casar e viver com você para a vida inteira”. Às vezes ele pode significar um simples “você me faz feliz, e eu te amo por isso”. Geralmente, eu venho tentando dizer “eu te amo” sempre que alguém me faz rir de forma limpa, sem ser falando mal de outra pessoa, ou fazendo piadas de mau gosto.
O amor é um sentimento de diversas camadas, e amar alguém não é diferente. Não se iluda ao receber um “eu te amo” de alguém. Às vezes aquela pessoa não quer dizer exatamente o que você pensou… Por certo, ela só queria que você soubesse o quão importante e precioso você é para ela.
P.S.: Acho que esse texto era pra ter sido escrito e postado no dia dia 12, mas só tive o insight hoje…
Eu quero um Kindle!
Eu gosto de ler. E acredito que todo ser humano que se preze, gosta de ler de tempos em tempos. Pode ser desde um livro de monografia, à Playboy do mês passado. Enquanto você espera o ônibus, ou vira rei no troninho do banheiro, é sempre bom ter uma leitura em mãos, pra ajudar a passar o tempo. Mas sabe qual o problema de livros? Eles pesam muito…
Navegando hoje pelas interwebs, eu caí mais uma vez – e se eu estivesse contando, diria que foi a vigésima terceira, só essa semana – no site da Amazon. Mais precisamente no site do Kindle, o novo gadget do momento para se ler livros, jornais, blogs e qualquer outro arquivo em PDF que você queira descansar os olhos sobre. Contando que você não se importar em fazê-lo em preto & branco.
Não é de hoje que eu venho namorando o eletrônico da Amazon. E não é só porquê o Kindle foi lançado que eu comecei a desejá-lo mais do que a qualquer outro gadget do mundo. Eu sempre senti a necessidade de ter um brinquedinho desse tipo. Poder ler em qualquer lugar, à qualquer hora, os livros que eu baixei – sem hipocrisia, minha gente. Eu não vou pagar quase vinte mangos pra baixar livros da Amazon original. Meu uso será inteiramente pirata, já aviso logo!![]()
Enfim, se você estivesse na minha pele essa semana, saberia que ficar passando informações sobre intercâmbio em um stand pode ser muito entediante. Ainda bem que eu lembrei que joguei o livro traduzido de The Dig no meu celular, à uns bons 4 meses atrás, e comecei a lê-lo. Porém, todavia, contanto… Se você estivesse na minha pele essa semana, saberia que forçar os olhos para a leitura, em uma tela minúscula de um Nokia 6210, não tem a menor graça! Se já tivesse meu Kindle em mãos, a conversa seria outra.
Não é pela conexão 3G, que te deixa acessar a loja da Amazon de qualquer parte do mundo – até mesmo do deserto do Sahara, pode acreditar! –, nem pela possibilidade de ter um livro inteiro em mãos em menos de 60 segundos. E com certeza não é pela “belíssima” – cof, cof – resolução da tela, com 16 tons de cinza. O meu Kindle viria a calhar porquê eu poderia jogar nele as centenas de arquivos em PDF que eu tenho aqui no meu computador, e sou preguiçoso demais pra ler sentado numa cadeira, encarando a tela de um laptop.
Claro que diversas manias que eu tenho durante a leitura de um livro não seria viáveis. Eu não poderia mais deixar um dedo já na próxima página, pronto pra virar e continuar a história. Seria impossível sentir aquele toque áspero do papel, e muito menos sentir o cheirinho de livro novo assim que você o tira da caixa. Sim, porque eu só compro livro via internet. Nem lembro da última vez que fui à uma livraria e saí de lá com um livro em mãos, ao invés de ter anotado o nome no celular.
Mas, do que eu mais vou sentir falta, sem dúvidas, vai ser de assinar meu nome e a data, assim que eu terminar de ler o livro. As primeiras páginas nunca mais serão as mesmas… Mas em compensação, eu poderei ler meus livros digitais deitado confortavelmente na minha cama.
É… é uma troca justa. Quem quer me trazer um Kindle dos Estados Unidos?
P.S.: Que fique BEM claro a minha intensa vontade de ter um Kindle. Pra concluir esse post, como vocês acabaram de ler, eu tive que reiniciar o laptop umas 5 vezes. Isso tudo porque o Windows Live Writer, ferramenta que eu uso pra escrever os posts, me travava toda hora que eu tentava inserir uma figura nova… Obrigado, Microsoft. ¬¬’
O que você ganha indo à um show de Axé?
No meu caso: um pé torcido, uma manhã de domingo perdida no pronto-socorro do LifeCenter, uma quantidade considerável de dor, e um médico engraçaralho que fica 10 minutos olhando pro xerox raio-x do seu pé e conclui: “Não, não quebrou nada não…”
Óbvio que não havia quebrado nada. Eu pisei em falso, torci o calcanhar, cai no chão e fiquei um tempinho recuperando o fôlego. Mas depois eu levantei e continuei pulando, dançando sorrindo e me divertindo. Se tivesse quebrado alguma coisa, estaria estirado no chão, gritando de dor até agora.
Não vou mentir. Ter ido ao show foi legal. Não só pelo open bar (ok, talvez SOMENTE pelo open bar!), mas pelo exercício antropológico da coisa. Independente do que seja, se eu estou em um ambiente no qual eu não me sinta confortável, eu vou começar a analisar friamente cada movimento, gesto, ação e reação das pessoas ao meu redor. E vai por mim, ficar reparando nas pessoas em um show de axé pode te ocasionar algumas boas risadas internas.
Apesar da muvuca, que dessa vez nem estava tão insuportável – efeito do álcool, talvez? –, confesso que me diverti na medida do possível. Estar acompanhado de pessoas divertidas quase sempre ajuda, e dessa vez não foi diferente. Dancei, pulei – muito, por sinal -, cantei, gritei, corri, bebi, comi… Só não dei cambalhotas porque tentei manter minha dignidade. Sejamos francos: uma vez que você dá cambalhotas em um show de axé, não tem mais volta: você está assumindo que é micareteiro.
P.S.: Confesso também que não me lembro de ter visto/ouvido o show do Chiclete com Banana, que seria o principal da noite. Abençoado seja o álcool de graça do camarote open bar. Amém.
“Rá! Mas eu NUNCA bati o carro…”
E depois dessa noite, eu nunca mais vou poder esfregar essa frase na cara do meu irmão, quando ele vier reclamar que eu dirijo de forma imprudente como se estivesse jogando vídeo-game que nem maluco um pouquinho rápido demais…
Pra evitar que eu fale um monte de ruas (que vocês não vão conhecer), e que vocês fiquem com aquela cara de “seeei…”, eu vou tentar explicar de forma simples: Eu tava descendo uma rua – sim, descendo mesmo. A rua em questão é um morrinho – e como o sinal estava aberto, fui sem dó nem piedade. Foi quando o senhorzinho que vinha no cruzamento à esquerda me resolve mandar às favas as leis de trânsito, e me fura o sinal vermelho. Não deu outra: Pá, scriiiiiiiiiiiiich… BUM! Minha frente foi na bunda dele, ele rodou e minha frente foi na frente dele. E sem conotações sexuais, por favor!
Bateu. Amassou. Ninguém ficou ferido.
Dei tchau pro pára-choques dianteiro do meu carro – junto com a minha virgindade em acidentes – enquanto gastava duas horas fazendo um B.O. (boletim de ocorrência, ok?) num posto da PM (Polícia Militar, ok?). Sabe o que é pior? O B.O.cio só vai me ficar pronto na terça-feira. Bonito, né? Pelo menos ninguém se machucou, e o cara assumiu toda a responsabilidade, e vai acionar o seguro e tudo o mais.
Sabe o que consegue ser ainda MAIS triste? O carro era novinho, com menos de um mês de residência. Bem, lá vai ele perder a virgindade também. E o safado conseguiu fazer isso em tempo record… Eu demorei 19 anos, ele me faz em 1 mês.







