14 de Março

Ad-hugging

Publicado em Desabafos, Levianidades por Igor Faria em Março 26, 2009

Engraçado como uma coisinha pequena que acontece pode mudar o rumo que você tinha traçado pra sua vida.

Na mesma semana em que eu “came to peace” e resolvi abraçar de vez o meu futuro como publicitário – mesmo estando desempregado, e sem um rumo 100% fixo à seguir ainda –, um amigo do Rio de Janeiro me ligou, dizendo que estava desistindo da publicidade, e focando a vida profissional no ramo da hotelaria e hospitalities em geral. Ele com certeza teve mais experiências de trabalho no ramo do que eu, estagiou em agência e até na rede Globo. Resolveu investir no turismo depois de se apaixonar e casar com um emprego num hotel.

Eu, por outro lado, não tenho uma vasta bagagem. Fiz um estágio em uma empresa de turismo/intercâmbio/escola de línguas, e fui parte da agência experimental da faculdade por um ano. Nehuma dessas experiências me fez realmente gostar de publicidade. E eu vou ser franco com vocês: até agora eu não sei qual ficha que caiu e me fez fechar os olhos e pular no mar do advertising.

257909852_35cba3ae6b_oA vida não possui fórmulas. Não é como uma equação matemática que você resolve e chega no fim com um resultado para o seu problema. Não adianta fazer planos de como será o seu futuro, pois a qualquer momento a vida pode te apresentar uma situação totalmente diferente daquela à qual você estava se preparando. Mas planos ajudam à por você num caminho. É melhor estar andando em uma estrada com luzes que podem se apagar sem aviso prévio, do que estar parado em frente ao mesmo poste de luz por toda a vida.

Happy St. Patrick’s Day!

Publicado em Comemorações, Levianidades por Igor Faria em Março 17, 2009

De acordo com a Wikipedia“Saint Patrick’s Day – colloquially St. Paddy’s Day or Paddy’s Day – is an annual feast day which celebrates Saint Patrick, one of the patron saints of Ireland, and is generally celebrated on March 17. The day is the national holiday of Ireland. It is a bank holiday in Northern Ireland and a public holiday in the Republic of Ireland and Montserrat.

Saint Patrick’s Day is celebrated worldwide by the those of Irish descent and increasingly by non-Irish people (usually in New Zealand, Australia, and North America). Celebrations are generally themed around all things Irish and, by association, the colour green. Both Christians and non-Christians celebrate the secular version of the holiday by wearing green, eating Irish food and/or green foods, imbibing Irish drink (such as Irish stout, Irish Whiskey or Irish Cream) and attending parades.”

O que isso significa? Basicamente que hoje, graças aos Irlandeses, você tem uma belíssima desculpa pra ir ao seu bar/pub preferido, e encher a cara. :)

Mas pra você entrar na brincadeira na real, e comemorar como um falso-irlandês de VERDADE, têm algumas regras que você PRECISA seguir no dia de hoje. Vamos à elas:

a) Vista algo verde! Pode ser uma camisa, uma calça, um tênis… ou um chapéu bem bacana! :D Leprechaun's Hat

b) Beba alguma coisa que esteja relacionada à Irlanda. Pode ser uma cerveja verde, uma Guinness ou até mesmo um Irish Coffee.

 Green Beer Guinness  Irish Coffee

 

c) Ao sair de casa, não esqueça o seu trevo irlandês da sorte! Chamado de SHAMROCK, a wikipedia nos explica: “O Shamrock é um símbolo não oficial da Irlanda e da cidade de Boston, no Massachusetts. Trata-se de um trevo Trifolium repens que contém conotações mágicas e lendárias herdeiras da tradição Celta. É, junto com a cor verde e a figura do gnomo chamado Leprechaun, a representação da cultura da ilha da Irlanda.”

Shamrock

d) Por último – mas não menos importante –, não se esqueça de pedir pelo seu pote de ouro ao ver um Leprechaun andando pelas ruas da cidade. Aproveita e chama o cara pruma rodada de cerveja. Afinal hoje é um dia de festas, e se tem uma coisa que os irlandeses sabem fazer bem, é preparar uma boa diversão. :D

Leprechaun

P.S.: Por razões óbvias, eu usei o texto retirada da Wikipedia internacional pra explicar sobre o St. Patrick’s Day. Mas caso você ainda não tenha entendido bem o porquê deu ter feito isso, basta dizer que a quantidade de informação na página em português era ridículas, se comparada com a versão internacional. E também porquê eu me recuso a dizer Dia de São Patrício! :S

Anti-Semitismo Francês?

Publicado em Desabafos, Por um mundo melhor por Igor Faria em Março 17, 2009

Eu já falei por aqui que eu tendo à me sentir enojado com toda e qualquer forma de violência, né? Bom, se não falei ainda, fica falado!

Hoje eu recebi um texto de uma amiga lá de Curitiba que, por sinal, é judia. O texto levanta alguns fatos que vêm acontecendo na França: movimentos contra o povo judeu que reside por lá. Não vou me alongar muito nessa introdução porquê o texto em sí já diz muita coisa.

Só queria deixar claro que é por causa de coisas assim que o número 3 dessa lista aqui transforma a minha balança pessoal cada dia mais disfavorável à humanidade. E por consequência disso, me faz pensar mais e mais vezes no número 13.

 

Caros companheiros internautas:

Estou repassando este email de carater importantíssimo. Reenvie para o máximo de e-amigos e peça a eles que saibam o que está acontecendo na França. Hitler começou assim. Fiz a tradução do texto enviado pelo Luis e aproveito para sugerir este filme, que apesar de estar em ingles, é facil de entender:

http://www.downundernewslinks.com/2008/09/09/what-islam-is-not/

Assunto: Judeus franceses

Eu recebi isto de um amigo em NY. Um dos amigos dele está vivendo na França e enviou para ele, pedindo a ele que distribuísse para os amigos dele nos EUA. No prefácio, ele diz: “Mais uma vez, as notícias reais da França convenientemente não são reportadas como deveriam. Para dar a você uma idéia do que está acontecendo na França, onde atualmente há 5 a 6 milhões de muçulmanos e cerca de 600 mil judeus, aqui está um e-mail que veio de um judeu vivendo na França. Por favor, leia.”

“O mundo calará – mais uma vez – como fez no tempo de Hitler?” – Ele escreve. EU SOU UM JUDEU, portanto, eu estou enviando isto para todos nas minhas listas de e-mail. Eu não vou sentar e não fazer nada.

“Em nenhum lugar as chamas do anti-semitismo queimaram mais furiosamente do que na França: Em Lyon, um carro foi jogado contra uma sinagoga e incendiado. Em Montpellier, o centro religioso judaico foi atacado com uma bomba incendiária; também o foram sinagogas em Strasbourg e Marseilles ; também o foi uma escola judaica em Creteil – todos recentemente. Um clube esportivo judeu em Toulouse foi atacado com coquetéis Molotov, e na estátua de Alfred Dreyfus em Paris, as palavras ‘Judeu Sujo’ foram pixadas. Em Bondy, 15 homens espancaram membros de um time judaico de futebol com paus e barras de metal. O ônibus que transporta crianças judaicas para a escola em Aubervilliers foi atacado 3 vezes nos últimos 14 meses.

De acordo com a polícia, a área metropolitana de Paris tem visto 10 a 12 incidentes anti-judeus POR DIA nos últimos 30 dias. Paredes em vizinhanças judaicas tem sido pixadas com slogans proclamando ‘Judeus para as câmaras de gás’ e ‘Morte aos judeus’.  Um atirador abriu fogo contra um açougue kosher (e, obviamente, contra o açougueiro) em Toulouse, França; um casal judeu na faixa dos 20 anos foi espancado por 5 homens em Villeurbanne, França. A mulher estava grávida; uma escola judaica foi arrombada e destruída em Sarcelles, França. Isto foi somente na semana passada.

Então eu clamo a você, seja você um companheiro judeu, um amigo, ou simplesmente uma pessoa com a capacidade e desejo de distinguir entre decência e depravação, a fazer, pelo menos, estas três coisas simples:

Primeiro, se importar o suficiente para se manter informado. Não deixe nunca você ser iludido em pensar que esta luta não é sua. Eu lembro a você o que o pastor Neimoller disse na 2a Guerra Mundial: ‘Primeiro eles vieram para os
comunistas, e eu não me manifestei porque eu não era comunista. Depois eles vieram para os judeus, e eu não me manifestei porque eu não era judeu. Então eles vieram para os católicos, e eu não me manifestei porque eu era
protestante. Então eles vieram para mim, e àquela altura não tinha sobrado ninguém para se manifestar por mim.’

Segundo, boicote a França e produtos franceses. Somente os países árabes são mais toxicamente anti-semitas e, diferentemente deles, a França exporta mais do que petróleo e ódio. Então boicote os vinhos e perfumes deles. Boicote suas roupas e comestíveis. Boicote os seus filmes. Definitivamente, boicote sua terra. Se nós formos resolutos, nós poderemos exercer uma pressão significativa e, se há uma coisa que nós sabemos sobre os franceses, é que eles são como uma teia de aranha em um furacão quando têm que enfrentar uma pressão bem direcionada.

Terceiro, envie isto para a sua família, amigos, e para as pessoas com quem você trabalha. Pense em todas as pessoas de boa consciência que você conhece e faça com que eles saibam que você e as pessoas que lhe são caras precisam da ajuda deles.

O livro número 1 entre os mais vendidos na França é… ‘11 de Setembro: A Fraude Assustadora’ que questiona se algum avião teria realmente atingido o Pentágono.

Por favor, passe isto adiante. Não deixe a história se repetir. Obrigado pelo seu tempo e consideração.

Shalom shalom

Sophie”

 

P.S.: O Bernardo levantou um fato importante no twitter: “Igor, será mesmo? O que rola de e-mail falso… O email diz que aconteceu isso e aquilo, mas não cita fontes. Mais uma invenção.” Acho que, sendo verdade ou não, a mensagem que eu queria passar mesmo, vem a seguir.

Apesar do que o texto propõe, eu particularmente não acredito que um “embargo” econômico à França vá surtir o efeito que se espera. Temos que lembrar que nem toda a população francesa é anti-semita. Uma generalização dessa forma seria assinar um atestado de burrice e incompetência. O que, na minha opinião, não pode deixar de acontecer, é esse tipo de diálogo que a internet possibilita. É mostrar o que está acontecendo, gerar discussões, fazer as pessoas pensarem e perceberem o que realmente está acontecendo.

(In)Felizmente, essa facilidade de discurso é característica da internet. E nós sabemos que não é toda a população mundial que possui acesso à ela. Portanto, se você tiver a possibilidade de levar essa discussão para o mundo offline, por favor o faça.

Não estou pedindo que você levante a bandeira de Israel, ou do judaísmo em sí. Se quer levantar alguma bandeira e lutar por ela, defenda a idéia de uma co-existência pacífica e de respeito e amor entre os seres humanos. Lembre-os que somos todos da mesma espécie, e que a sobrevivência de um é tão importante quanto a sobrevivência de todos nós.

Addendum: A Rebéca escreveu no Dah Nada Naum um post-reply à história desse e-mail. Uma vez que ela apontou mais para o lado econômico da história, vale a pena dar uma lida pra gente ficar mais esperto e começar a peneirar as histórias que ouvimos e/ou lemos todos os dias na internet.

Engraçado que, eu sou o que mais critica informação vinda da internet aqui na minha casa, mas mesmo assim a revolta foi tão grande que passou batida a veracidade do e-mail. O que não ainda tira a necessidade que eu sinto de discutirmos uma co-existência mais respeitosa e compreensiva entre os seres humanos.

O que você já foi em 22 anos?

Publicado em Levianidades por Igor Faria em Março 15, 2009

Nesses vinte e dois anos de vida eu já fui muita coisa.

Já fui um anjo de tênis velho no pé, boné, cabelos cacheados e blue jeans. Já dei uma de Cebolinha. Já fiz até show de rock tocando Trem Fantasma. Já dancei inúmeras quadrilhas, e já entrei na salão de formatura cantando ‘Vamos Construir’, da Sandy & Júnior. Já confiaram tanto em mim, que eu já fiz até juramento no palco da formatura.

“Pensando no meu futuro, prometo lembrar tudo de bom que eu construí na Escolinha Arco-Íris”. Ou qualquer coisa que o valha, num juramento que se repetia todos os anos, durante muito e muito tempo.

Eu já fiz karatê – e desisti de apanhar assim que perdi de 10×0 no campeonato que me deu minha faixa amarela. Já ganhei segundo lugar em uma competição de natação, onde só perdi porquê parei pra olhar aonde estava a minha – única, sejamos francos – competidora. Já fiz aula de piano e nunca levei à sério. Já fiz aula de baixo, e percebi que queria mesmo era saber fazer todos aqueles acordes que eu teimava em achar extremamente impossíveis no violão. Já fiz aula de violão, e até hoje não sei fazer todos aqueles acordes. Eu já até fiz aula de dança de salão, mas nunca aprendi nada além do básico no forró.

Eu já andei na turminha dos populares, e também já passei um tempo só conversando com a turminha dos excluídos. Já fui de uma sala que, contando a minha pessoa, somávamos cinco alunos. E já fui só mais um num colégio onde as séries iam até a letra J!

Já fui apaixonado pela garota mais linda da escola e – pra felicidade do restante da vida – eu sei que ela também gostava de mim. Já fui apaixonado por inúmeras outras garotas lindas das escolas… Mas nenhuma igual àquele primeiro amor de infância. Já levei foras animais, e já namorei a nerd mais bonitinha da turma. E a troquei pelo sorriso mais divertido, e caloroso que eu já conheci. Já fiquei com a secretária da academia, em um dia que até hoje me surpreendo como pôde ter dado certo! Já fui apaixonado pela princesa da cidade, e já namorei a garota mais fácil da escola. Dei uns amassos aqui e alí, e no geral, consegui ser feliz.

Nunca fui apaixonado por nenhuma professora, o que me deixa um pouco triste. Como se parte da minha infância não tivesse sido vivida. Acho que, na real, eu ainda estava muito ocupado pensando na loira de cabelos cacheados que não parava de sorrir pra mim.

Já fiz muita merda nessa vida também. Felizmente, nenhuma grande o suficiente para que meu nome tenha sido riscado da lista de herdeiros da família. Nunca quebrei nenhum osso do corpo, mas já cortei minha mão esquerda enquanto brincava de pique em uma casa em reformas. Já briquei com uma colega de sala, de sair na porrada e tudo o mais. O aparelho dela cortou meus dedos da mão direita. Já briquei também com o valentão da sala. O porquê eu não sei até hoje. E já bati sem motivo algum no meu melhor amigo, no meio do meu aniversário de cinco ou quatro anos.

Eu já fui Batman, Homem-Aranha, Power Ranger Verde, e mais um tanto de outros super-heróis. Já fui mosqueteiro, motoqueiro, e até ganhei um concurso de melhor fantasia como o Corvo, num Halloween qualquer.

Já morei em cidade grande, média, pequena, e em Indianópolis – no Triângulo Mineiro. Pra se ter uma noção, você conhece a cidade inteira em dez minutos. De carro!

Já tive que correr de menino de rua, e já ignorei uma ameaça de morte. Engraçado que o primeiro foi numa cidade muito menor do que no segundo.

Nunca ganhei nenhum bingo, loteria, bolão, quermesse, nem nada que o valha. Dizem que “sorte no amor, azar no jogo”. No meu caso, eu entrei na fila do “azar” nas duas vezes.

Já escrevi histórias imensas em um caderno velho que hoje já virou comida de traças. Já fiz um filme em que o serial killer matava suas vítimas com um barbeador. Produção totalmente em inglês, e apresentada com grande sucesso no acampamento da escola de línguas. O pessoal adorou a história nonsense!

Já tive bons amigos que tinham ideologias COMPLETAMENTE diferente das minhas. Aliás, em amigos eu sempre estive bem servido de pessoas insanas. Divertido pensar que, aqueles que eu mais me lembro de passar bons momentos, são os que na época eu tinha certeza de que não iam com a minha cara.

Já brinquei no quintal de casa, no quintal do vizinho, no clube com amigos, no clube sozinho. Já brinquei de empurrar carrinho, e com nada além da minha imaginação. Já passei horas deitado nas árvores do estacionamento do clube, pensando em nada. E às vezes imaginando que elas eram uma imensa nave espacial. Já brinquei de pique-pega, de pique-alto, de pique-cola, de pique-bandeira, de polícia e ladrão, de casinha – é, de casinha sim. Qual o preconceito? -, de pular corda, pular elástico, de “mês” – minha brincadeira favorita até hoje –, de passa anel, de “pera, uva, maçã ou salada mista” – onde ninguém NUNCA tinha coragem de pedir salada mista –, de amarelinha, e de tanta coisa mais que minha memória nem consegue resgatar, tanto tempo que faz.

Já vi meu melhor amigo ficando com a menina que eu era afim. Já falei não pra menina que eu era afim porquê um amigo também gostava dela. E já fiquei com a garota que eu estava afim, mesmo sabendo que um amigo nosso era apaixonado por ela – e essa é uma decisão que eu me arrependo até hoje.

Já tive um irmão ausente, um irmão pentelho, um irmão amigo, e hoje tenho um irmão-irmão. Meus pais sempre foram a mesma constante de amor e respeito na minha vida. Nunca fui chegado em família fora nós quatro. Nunca me fizeram falta igual eu – hoje – sei que um dos três me fariam.

Já aconteceu tantas e tantas coisas nesses vinte e dois anos e, ainda assim, apesar de tudo o que eu escrevi, muita coisa divertida e gostosa me escapou da memória. Como os tombos de bicicleta – sempre tentando imitar alguém –, ou as horas tocando violão como se fôssemos os reis do pilotis, e até mesmo a pista de motocross que virou refúgio da meninada com bicicletas.

Gostoso lembrar disso tudo, mais uma vez. Mas mais gostoso ainda é saber que o futuro ainda me reserva muito, muito mais!

Parabéns pra mim. :)

Às mulheres submissas, meus parabéns!

Publicado em Mulheres, Por um mundo melhor por Igor Faria em Março 8, 2009

Eu sou contra o Dia Internacional da Mulher. Me desculpem se isso parece meio machista, mas é a verdade.

As feministas de plantão deveriam concordar comigo. Já pensaram que somente as minorias, que foram – e em boa parte, SÃO até hoje – discriminadas pela sociedade que possuem um dia dedicado à elas? Dia da Consciência Negra, Dia do Índio, Dia do Meio Ambiente, Dia da Árvore, etc. É como se a sociedade estivesse dizendo “Olha só, por considerarmos vocês inferiores à nós, estamos te dando esse dia de comemoração para amenizar as coisas, ok?!”. Muito me surpreende que as mulheres não tenham percebido isso até hoje.

Pensando por outro lado, vocês já se perguntaram em que dia se comemora o Dia Internacional do Homem? Oras, estamos numa sociedade de direitos iguais, não é mesmo? As mulheres lutaram para poderem trabalhar e fazer tudo que os homens já faziam antes – até mesmo ser a primeira à tomar uma atitude durante um relacionamento. Então, nada mais justo do que nós homens também termos nosso dia de comemoração, não é mesmo?

Não me entendam mal. Eu realmente gosto das mulheres estarem tomando mais iniciativas do que os homens. ;)

O que me incomoda é algumas mulheres virem me dizer que merecem um dia especial porquê carregam os filhos por nove meses, ou porquê sangram todo o mês, ou porquê isso ou aquilo. Mulheres, vocês sabiam disso quando proclamaram seus direitos de igualdade. Não venham esfregar isso em nossas caras barbudas agora.

Decidam-se de uma vez: ou vocês querem direitos – e dias comemorativos – iguais, ou voltemos à chamá-las de sexo frágil, e protegê-las em nosso lar, enquanto nós – seres barbudos e de pouca inteligência – lutamos em guerras pela sua segurança.

Eu, particularmente, me contento com um dia comemorativo que caia sempre em toda a segunda quinta-feira do mês de Agosto. Desse modo todo mundo sai ganhando – homens barbudos e mulheres independentes – ao terem mais uma desculpa feriado no ano.