80% Keira’s Smile
Eu costumo dizer que não é muito difícil para uma mulher me conquistar. Basta que ela tenha um sorriso bonito e metade do trabalho já está feito! Se ela tiver ainda um bom senso de humor, então muito provavelmente eu vou estar me derretendo antes mesmo que ela me dirija qualquer palavra diretamente. Sim, eu sei: eu sou bem facinho.
Se tem uma mulher que consegue ilustrar isso de forma perfeita, é a Keira Knightley. Eu realmente acho muito estranho a força que o sorriso dela exerce em mim. Desperta um sentimento de desejo, de necessidade de tê-las nos braços, de rir junto com ela, de querer fazer ela esbanjar esse sorriso sempre…
E olha que – dessa vez – não tem nada a ver com desejo sexual. Quer dizer,
até tem a ver sim… Mas não é aquele desejo em que você é atraido mais pelo corpo do que pelo rosto da pessoa. Eu poderia citar muitas mulheres que tem esse tipo de efeito, mas esse post é da Keira, e não vou levantar o nome de outras Deusas por aqui. E convenhamos, a Keira é bem magrinha, não se enquadra nos moldes “gostosas” que vemos por ai… E ela está feliz com isso! Já vi citações dela dizendo que não pensa em por silicone, nem nada disso. Taí, talvez seja esse outro ponto que me atrai tanto nela…
Quem me conhece também já deve ter me ouvido dizer que, pra mim, mulher – fisicamente, pelo menos – é 80% rosto e 20% corpo. São pouquíssimas as que me chamaram a atenção por ter um corpo espetacular, mas um rosto mais ou menos. Se não fosse pelo aumento do número de cirurgias plásticas à cada ano, eu até poderia dizer que é aquela velha história: “vc pode até emagrecer, mas mudar o rosto é outra história…”
Mas voltando à Keira, é isso que eu queria deixar registrado. Acabei de assistir – pela eNésima vez, porque já perdi a conta – Pirates of the Caribbean, At World’s End e não tem como não terminar qualquer filme com ela, sem sentir aquela angústia no coração em saber que bem provavelmente eu vou viver a vida inteira sem conhecer, e desejando uma mulher só por causa do sorriso divino que ela tem. Triste, mas verdade.
Keira Knightley, #pegael! o/
Da série: Eu Queimo o Meu Próprio Filme!
Minha mãe achou algumas anotações que ela fazia quando eu era criança marota sapeca, com meus 3 ou 5 anos de idade. Na verdade, todo ano ela acha essas anotações, e vem lê-las pra mim como se fossem O achado da humanidade. Eu sempre rio, porque a maioria já virou piada interna da família. Se você não acharem tanta graça assim, a culpa não é minha. É da minha mãe, que sempre vem hiper empolgada contar esses casos…![]()
- O Igor, aos 3 anos de idade ainda troca o “C” pelo “T” e o “G” pelo “D”: eu estava conversando com o Joaquim (esse é o meu pai, ok?), ao levar o Igor para a Escolinha Arco-Íris (sem piadinhas preconceituosas, ok?), quando comentei: “O Igor está levando ‘suto’ para a aula.” E ele, muito esperto, disse: “Mamãe, você falou errado! Não é ‘suto’, é suto!”
- O Igor é uma criança muito levada (mentira, hein?!), conversa muito quando está no seu ambiente. E isto aconteceu na Escolinha Arco-Íris (olha o preconceito, minha gente!). A escola é separada por mesas redondas, onde sentam entre 5 e 7 alunos. Como a turminha da mesa dele estava conversando demais, a tia Ana Rita chamou a atenção, dizendo: “Oh, Igor! A sua mesa é a que mais conversa.” Então ele olhou de baixo da mesa, olhou de um lado e do outro, virou para ela e disse: “Mas tia… e mesa ‘tonversa’?”
- No mesmo dia, a tia Ana Rita, contando uma histórinha, gesticulou com o braço no ar, imitando uma cobra. O Igor, muito danado, disse para ela: “Oh, tia! ‘Tobra’ não anda no ar, não! Ela anda é assim, no chão!” E colocou a mão no chão, getsiculando com uma cobra.
- Mutum (MG), 17 de Abril de 1990. 3 anos e 7 meses. Igor pegou uma camisa nova e me pediu para vestí-lo. Mas como era nova, eu disse a ele que não era camisa de vestir pra ficar dentro de casa. Então ele me respondeu: “Oh, mãe… Eu ‘fito’ lá fora, então!”
- Mutum, Setembro de 1990. Mais uma do Igor… A avó de uma das coleguinhas estava viajando para os Estados Unidos, e essa coleguinha comentou o fato na escolinha. O Igor, não achando nada demais naquilo, respondeu para ela: “Hmm… Eu também já fui em Lajinha!” (nota do editor: Lajinha é uma cidade que fica próxima à Mutum, cerca de 43kms)
O que você ganha indo à um show de Axé?
No meu caso: um pé torcido, uma manhã de domingo perdida no pronto-socorro do LifeCenter, uma quantidade considerável de dor, e um médico engraçaralho que fica 10 minutos olhando pro xerox raio-x do seu pé e conclui: “Não, não quebrou nada não…”
Óbvio que não havia quebrado nada. Eu pisei em falso, torci o calcanhar, cai no chão e fiquei um tempinho recuperando o fôlego. Mas depois eu levantei e continuei pulando, dançando sorrindo e me divertindo. Se tivesse quebrado alguma coisa, estaria estirado no chão, gritando de dor até agora.
Não vou mentir. Ter ido ao show foi legal. Não só pelo open bar (ok, talvez SOMENTE pelo open bar!), mas pelo exercício antropológico da coisa. Independente do que seja, se eu estou em um ambiente no qual eu não me sinta confortável, eu vou começar a analisar friamente cada movimento, gesto, ação e reação das pessoas ao meu redor. E vai por mim, ficar reparando nas pessoas em um show de axé pode te ocasionar algumas boas risadas internas.
Apesar da muvuca, que dessa vez nem estava tão insuportável – efeito do álcool, talvez? –, confesso que me diverti na medida do possível. Estar acompanhado de pessoas divertidas quase sempre ajuda, e dessa vez não foi diferente. Dancei, pulei – muito, por sinal -, cantei, gritei, corri, bebi, comi… Só não dei cambalhotas porque tentei manter minha dignidade. Sejamos francos: uma vez que você dá cambalhotas em um show de axé, não tem mais volta: você está assumindo que é micareteiro.
P.S.: Confesso também que não me lembro de ter visto/ouvido o show do Chiclete com Banana, que seria o principal da noite. Abençoado seja o álcool de graça do camarote open bar. Amém.
“Rá! Mas eu NUNCA bati o carro…”
E depois dessa noite, eu nunca mais vou poder esfregar essa frase na cara do meu irmão, quando ele vier reclamar que eu dirijo de forma imprudente como se estivesse jogando vídeo-game que nem maluco um pouquinho rápido demais…
Pra evitar que eu fale um monte de ruas (que vocês não vão conhecer), e que vocês fiquem com aquela cara de “seeei…”, eu vou tentar explicar de forma simples: Eu tava descendo uma rua – sim, descendo mesmo. A rua em questão é um morrinho – e como o sinal estava aberto, fui sem dó nem piedade. Foi quando o senhorzinho que vinha no cruzamento à esquerda me resolve mandar às favas as leis de trânsito, e me fura o sinal vermelho. Não deu outra: Pá, scriiiiiiiiiiiiich… BUM! Minha frente foi na bunda dele, ele rodou e minha frente foi na frente dele. E sem conotações sexuais, por favor!
Bateu. Amassou. Ninguém ficou ferido.
Dei tchau pro pára-choques dianteiro do meu carro – junto com a minha virgindade em acidentes – enquanto gastava duas horas fazendo um B.O. (boletim de ocorrência, ok?) num posto da PM (Polícia Militar, ok?). Sabe o que é pior? O B.O.cio só vai me ficar pronto na terça-feira. Bonito, né? Pelo menos ninguém se machucou, e o cara assumiu toda a responsabilidade, e vai acionar o seguro e tudo o mais.
Sabe o que consegue ser ainda MAIS triste? O carro era novinho, com menos de um mês de residência. Bem, lá vai ele perder a virgindade também. E o safado conseguiu fazer isso em tempo record… Eu demorei 19 anos, ele me faz em 1 mês.
Life’s too short
Não fazem cinco anos que eu fiz uma promessa à mim mesmo. Eu não deixaria passar em branco mais nenhuma oportunidade de falar o que eu penso. Não foi uma decisão que eu tomei depois de uma tragédia pessoal, nem após uma revelação divina. Foi um ato simples de perceber que, a vida é sim muito curta, e você se arrepende muito mais fácil das coisas que deixou de fazer do que das que teve coragem de agir. E vai por mim, eu já deixei de fazer/dizer muita coisa nesses vinte e dois (na época, em torno de uns dezessete ou dezoito) anos. A maioria por pura vergonha.
É ridículo pensar que às vezes você deixa de dizer aquilo que veio à sua mente por medo do como as pessoas vão te julgar, ou o que elas podem comentar sobre o que você falou. Francamente, se as pessoas não estão comentando a sua coragem em ter dito o que pensa, não vale a pena prestar atenção no que elas estão falando.
Mas hoje, infelizmente, eu tive uma regressão nessa promessa. Tudo por culpa da intimidação que certas pessoas – e sorrisos, sejamos francos – conseguem causar em mim. É horrível querer fazer uma piada, ou soltar um comentário na esperança de um sorriso modesto, e não conseguir por causa daquele medo idiota de só conseguir afastar mais as pessoas.
Eu realmente não sei porquê me importo até hoje em cativar ou afastar as pessoas de perto de mim. Já me acostumei à mais de anos que, cedo ou tarde, eu vou perder o contato com todas as pessoas que me rodeiam no momento. Isso vem acontecendo desde que eu tinha meus sete anos de idade. Não vai parar agora. Sabe como eu sei? Bem, talvez seja porquê eu não faço muito esforço para manter laços de amizade.
Mas se você parar pra pensar, de fato ninguém vive pra sempre com os mesmos círculos de amizade. A vida um dia acaba. E ai a gente descobre que ela foi sim muito curta, e que não havia necessidade nenhuma em refrear aquela piada idiota, ou aquele comentário mais apimentado.







