Scott Pilgrim vs. The World
Introdução básica, vamos lá. Scott Pilgrim vs. The World é um filme que vai estreiar em 2010. E na minha ansiedade por mais informações sobre esse personagem, e esse universo, passei o dia inteiro imerso nas interwebs da vida, procurando textos e referências que poderiam me fazer entender melhor tudo isso. E acabou que tive a idéia de escrever este post, na esperança de que vocês gostem, ou possam ao menos achar útil todas as informações que eu escrever aqui. Ok, fim da introdução básica. Vamos ao que interessa!
O que é Scott Pilgrim? Scott Pilgrim é um personagem criado pelo canadense Scott Lee O’Malley, e lançado em 2004, como a primeira parte de uma série de 6 volumes produzidas em preto & branco. A história possui referências pop e um alto teor de “sacadas” do mundo dos games. Até o presente momento (Outubro de 2009), somente 5 volumes foram lançados, com a promessa de que o sexto exemplar chegue ao mercado em ano que vem – 2010 – ao mesmo tempo em que hollywood lança uma versão cinematográfica, que promete ser bem fiel ao que os fãs estão acostumados à ver nas histórias.
Quem é Scott Pilgrim? Scott Pilgrim é um rapaz canadense de 24 anos, que mora em Toronto e tem faz parte de uma banda. A adaptação para os cinemas vai ter Michael Cera no papel do herói desleixado e preguiçoso.
O que faz Scott Pilgrim? Basicamente, não muita coisa. Scott não tem um emprego – pelo menos não no começo da série. Ele toca baixo na banda Sex Bob-Omb e começa a história namorando uma garota chinesa de 17 anos, que ainda frequenta o ensino médio, chamada Knives Chau (papel de Ellen Wong). Scott mora com seu roomate Wallace Wells (interpretado no filme por Kieran Culkin), que é gay e dono de 99,9% das coisas que existem em seu apartamento – inclusive o apartamento em si, e a cama que ambos dividem (apesar de Scott não ser homossexual). E é por ser hetero que Scott se apaixona por Ramona Flowers (papel na responsabilidade da sempre excelente Mary Elizabeth Winstead), uma garota que trabalha para a Amazon, e faz as entregas de patins. E é por causa desse amor que ele sente por Ramona que Scott se vê sendo desafiado e tendo que enfrentar – em lutas altamente inspiradas em vídeo-games - os SETE ex-namorados do mal, que enfeitam o passado da garota. No filme, os papéis dos namorados ficaram nas mãos de gente como Chris Evans e Brandon Routh.![]()
Quem anda com Scott Pilgrim? Além de todos os personagens já citados, a história ainda tem as presenças ilustres dos outros integrantes da banda Sex Bob-Omb – Stephen Stills (voz e guitarra, interpretado por Mark Webber) e Kim Pine (bateria, interpretada por Alison Pill) –, Young Neil – fã número 1 da banda, e dono do apartamento onde eles ensaiam, interpretado por Johnny Simmons –, Natalie Adams – ex-namorada de Scott –, Stacey Pilgrim – irmã mais nova de Scott, interpretada pela excelentíssima Anna Kendrick- e muitos outros.
Como eu conheço Scott Pilgrim? Como eu já falei no começo do texto, existe um filme sendo produzido, com agenda de estréia para 2010, apesar de ainda não ter sido confirmado uma data mais precisa, com dia e mês. Além disso, você pode acessar o site dos volumes impressos e pegar alguma informação que talvez tenha me escapado neste texto. Se inglês for um problema pra você, tem também um blog nacional – o Scott Pilgrim Brasil – que possui bastante material extra, não só sobre o filme, mas também sobre a história e o universo do personagem. Tem também o site oficial do filme onde o diretor Edgar Wright e a equipe postam notícias e making-offs da produção que estréia só ano que vem, a página do filme a Wikipédia, além da página da série na Wikipédia.
Agora, se você é que nem eu, e não vai aguentar esperar até o ano que vem pra mergulhar nesse universo, o Submarino tem as duas primeiras edições, importadas em inglês, por apenas 41 reais cada uma. Se inglês é um problema pra você, saiba que a Cia das Letras prometeu a tradução e publicação de todos os seis volumes em território tupiniquim. Só espero que paciência seja uma virtude que você possua, porque a promessa foi feita em Maio deste ano, e até hoje o site da empresa não consta nenhuma informação sobre Scott Pilgrim.
Após o jump abaixo, mais algumas imagens legais que eu reuni pra vocês.
Livros
Eu bem gostaria de dizer que não tenho postado por causa do livro que estou lendo. Mas o senhor Juan Jose Benítez e seu “A Rebelião de Lúcifer” não tem nada a ver com isso. É pura falta de assunto e… Convenhamos, a vida é tão sem novidades que deixaria até a vovó Mafalda e-n-t-e-d-i-a-d-a.
Quanto ao OUTRO livro que ilustra o post, “Les Fantômes, Ça N’Existe Pas!”, eu tenho que lê-lo pra prova de francês, que vai rolar quarta-feira, pós feriado. É eu, sei… Tô tendo aquele sentimento de quando a gente tá começando no cursinho de inglês, e tem que ler livro pra prova. Com a diferença que é francês, e eu já tô fazendo aula tem uns bons 2 anos. Enfim, fato é que nem peguei no livro ainda e provavelmente só vou ler ele lá pra segunda, ou terça, véspera da prova.
Portanto, tão ai dois motivos – que vocês podem acreditar ou não – para eu não estar postando continuamente no blog. E se você tava procurando dica de livros, toma mais dois que eu comprei:
“Eldest”, a continuação de “Eragon". Apesar de ter gostado muito do primeiro livro, comecei a ler o segundo e não empolguei. Tá na lista pilha de livros para dar uma segunda chance.
E “Blackwater”, o livro que eu comprei mais pra ter do que pra ler. Tá no final da pilha, pelo simples fato de que ao começar a ler, eu ter sentido que estava lendo um jornal, e não um livro. Quem sabe um dia eu resolva relê-lo?
Podbility + O Pasquim
Ok, essa valeu a postagem. Vamos tirar esse blog do exílio então, pra falar do livro que eu ganhei numa promoção “não-tão-relâmpago” que rolou durante a gravação do Podbility #67. Mesmo porque eu nunca ganho nada, em promoção nenhuma… Só mesmo a Bullet pra me fazer ganhar qualquer coisa, e ainda por cima um prêmio tão supimpa assim!
Então, como eu já disse, durante a gravação do podbility na terça-feira passada (dia 25/08 praqueles perdidos no mundo), rolou pelo twitter da Bullet uma promoção para ganhar dois livros: uma edição comemorativa do PASQUIM 40 ANOS!, e uma edição do livro SALON. Eu que estou de bobeira nesse mundo não sou bobo nem nada, mandei a mensagem, ganhei e hoje chegou esse envelope branco de um lado e afro-descendente do outro. #politicamentecorreto
Dentro do livro ainda veio essa dedicatória toda fofa da Gica, a santa-catarinense mais divertida, linda e talentosa que eu já não-conheci.
Não me perguntem quantas santa-catarinenses eu conheço, por favor. Ela merece esse posto!
E mesmo sabendo que a dedicatória deve ter rolado genericamente, com os mesmos dizeres pra todos os ganhadores, eu gostei mesmo assim. Porque fã é fã, e não é de hoje que eu babo em cima de tudo que esse pessoalzinho talentoso da Bullet põe as mãos, não é mesmo?
Fica aqui meu agradecimento não só ao pessoal talentoso da Bullet (Oi, repetição. Tudo bem?), mas também ao “leitor/ouvinte” do podbility, o Vinícius Theodoro. Foi ele quem enviou os livros pro pessoal poder sortear, além de sempre enviar dicas bacanas de outros livros (todos títulos da editora na qual ele trabalha, imagino eu) no programa e na lista de discussão do Podbility.
P.S.: Santa-catarinense, SIM! Porque é muito mais legal falar santa-catarinense, estadunidense, gaúcho boiola (redundância, foi mal!), e por ai vai…
Eu quero um Kindle!
Eu gosto de ler. E acredito que todo ser humano que se preze, gosta de ler de tempos em tempos. Pode ser desde um livro de monografia, à Playboy do mês passado. Enquanto você espera o ônibus, ou vira rei no troninho do banheiro, é sempre bom ter uma leitura em mãos, pra ajudar a passar o tempo. Mas sabe qual o problema de livros? Eles pesam muito…
Navegando hoje pelas interwebs, eu caí mais uma vez – e se eu estivesse contando, diria que foi a vigésima terceira, só essa semana – no site da Amazon. Mais precisamente no site do Kindle, o novo gadget do momento para se ler livros, jornais, blogs e qualquer outro arquivo em PDF que você queira descansar os olhos sobre. Contando que você não se importar em fazê-lo em preto & branco.
Não é de hoje que eu venho namorando o eletrônico da Amazon. E não é só porquê o Kindle foi lançado que eu comecei a desejá-lo mais do que a qualquer outro gadget do mundo. Eu sempre senti a necessidade de ter um brinquedinho desse tipo. Poder ler em qualquer lugar, à qualquer hora, os livros que eu baixei – sem hipocrisia, minha gente. Eu não vou pagar quase vinte mangos pra baixar livros da Amazon original. Meu uso será inteiramente pirata, já aviso logo!![]()
Enfim, se você estivesse na minha pele essa semana, saberia que ficar passando informações sobre intercâmbio em um stand pode ser muito entediante. Ainda bem que eu lembrei que joguei o livro traduzido de The Dig no meu celular, à uns bons 4 meses atrás, e comecei a lê-lo. Porém, todavia, contanto… Se você estivesse na minha pele essa semana, saberia que forçar os olhos para a leitura, em uma tela minúscula de um Nokia 6210, não tem a menor graça! Se já tivesse meu Kindle em mãos, a conversa seria outra.
Não é pela conexão 3G, que te deixa acessar a loja da Amazon de qualquer parte do mundo – até mesmo do deserto do Sahara, pode acreditar! –, nem pela possibilidade de ter um livro inteiro em mãos em menos de 60 segundos. E com certeza não é pela “belíssima” – cof, cof – resolução da tela, com 16 tons de cinza. O meu Kindle viria a calhar porquê eu poderia jogar nele as centenas de arquivos em PDF que eu tenho aqui no meu computador, e sou preguiçoso demais pra ler sentado numa cadeira, encarando a tela de um laptop.
Claro que diversas manias que eu tenho durante a leitura de um livro não seria viáveis. Eu não poderia mais deixar um dedo já na próxima página, pronto pra virar e continuar a história. Seria impossível sentir aquele toque áspero do papel, e muito menos sentir o cheirinho de livro novo assim que você o tira da caixa. Sim, porque eu só compro livro via internet. Nem lembro da última vez que fui à uma livraria e saí de lá com um livro em mãos, ao invés de ter anotado o nome no celular.
Mas, do que eu mais vou sentir falta, sem dúvidas, vai ser de assinar meu nome e a data, assim que eu terminar de ler o livro. As primeiras páginas nunca mais serão as mesmas… Mas em compensação, eu poderei ler meus livros digitais deitado confortavelmente na minha cama.
É… é uma troca justa. Quem quer me trazer um Kindle dos Estados Unidos?
P.S.: Que fique BEM claro a minha intensa vontade de ter um Kindle. Pra concluir esse post, como vocês acabaram de ler, eu tive que reiniciar o laptop umas 5 vezes. Isso tudo porque o Windows Live Writer, ferramenta que eu uso pra escrever os posts, me travava toda hora que eu tentava inserir uma figura nova… Obrigado, Microsoft. ¬¬’
Lendo e vivendo
Se tem uma coisa que me maravilha – e ao mesmo tempo me apavora – em meus hábitos de leitura, não é a facilidade com que eles mudam de escassos para intensos, dependendo do meu humor. Mas sim a facilidade com que eu consigo me inserir no universo em que a história está sendo contada, e mais ainda, me colocar na pele da personagem principal, e dividir com ela suas emoções e ações.
É maravilhoso pois, isso torna a leitura muito mais fácil e prazerosa. Pareço erguer um muro invisível, uma cortina de fumaça, ao meu redor, impedindo que qualquer contato externo seja estabelecido enquanto leio freneticamente uma linha após a outra. Não é raro que minha família tenha que me chamar mais de cinco vezes, me cutucar ou até mesmo me lançar algo na cara, para que eu me desligue do mundo do papel e volte à realidade.
E por isso mesmo é tão apavorante. Também não é raro que eu tenda à mostrar uma preferência pelo mundo dos livros, em detrimento do mundo real. Se a escolha fosse minha, já tinha deixado de respirar nessa Terra e me mandado para outra realidade à muitos e muitos anos atrás – nem tantos assim. Meu hábito de leitura constante só se solidificou à pouco mais de cinco anos atrás. Mas já foi o suficiente para que eu perdesse meus pensamentos em outros mundos e desejasse possibilidades impossíveis para minha vida.
A tendência de me afastar do mundo real e buscar a realidade na ficção vem muito fácil para mim. Muito fácil. Às vezes fácil demais…
E empolgado com o filme, há três dias comecei a ler os dois primeiros livros da série Twilight – Crepúsculo e Lua Nova. Confesso que o clima durante esses três dias foi bastante favorável para que minha mente se lançasse de braços abertos para aquela realidade. No livro, a cidade de Forks, no estado estadunidense de Washington, possui um clima carregado, com fortes nuvens sempre presentes e chuvas constantes. Bem, Belo Horizonte não está sendo exatamente a representação fiel do Hawaii nos últimos meses. Foi fácil pra minha mente criar o ambiente perfeito para a armadilha. Logo quando li o primeiro capítulo do livro, sabia que eu cairia facilmente e por fim, minha prisão não parecia assim tão desconfortável.
É ridículo, mas tenho que confessar que, agora que acabei de ler o dois primeiros livros, sinto um pequeno buraco em meu peito. Eu nunca soube controlar muito bem a intensidade da angústia que se segue logo após o término da leitura de um bom livro. Não por não ter mais o que ler, ou como saber dos próximos acontecimentos dos protagonistas. O que me sufoca é cair na realidade. Saber que aquela fantasia toda não passara de um faz-de-contas. É ruim saber que, no fim, a vida é mesmo cinza e sem graça.
E o pior é ter esse sentimento descontrolado dentro de você, sem saber como espantá-lo para longe, ou ao menos refrear sua intensidade.













