A árvore não faz barulho
Uma árvore no meio da floresta, onde ninguém pôde vê-la ou ouví-la, ainda produz barulho ao cair? Eu acredito que não.
Levando em conta que o som pode ser dividido em duas partes – uma fonte geradora, e um receptor –, é necessário que ambos estejam interligados para se obter o som por completo. Para ilustrar isso, temos o exemplo do espaço, onde você pode gritar o quanto quiser, mas como o vácuo não carrega as ondas de som, ninguém vai ouvir sua voz.
Portanto, se a árvore está sozinha onde ninguém pode ouví-la cair, temos que o som não se completa em suas duas partes. Dessa forma, eu costumo afirmar que se uma árvore cai solitária no meio da floresta, e não há ninguém para vê-la e/ou ouví-la, ela não produz nenhum som ao cair no chão.
Oi, Magali
Não sei por onde você andou nos últimos meses, mas se não estiver sabendo que A Turma da Mônica cresceu, é porque você esteve bem longe… Em outro planeta, provavelmente!
Eu adorei a proposta. Sempre quis saber à quantas andaria a turma na adolescência, e lembro até hoje de uma historinha em que o Cascão vai pro futuro e descobre que o Cebolinha e a Mônica agora namoram, que ele próprio virou um jogador famoso de futebol… E o suspense que eu fiquei quando ele pergunta pro Cascão do futuro se ele consegue tomar banho, e o Cascãozão (o do futuro) responde com um: “Ai você vai ter que esperar pra descobrir…”
O Cebolinha agora tem mais cabelo (mesmo que eles crescam no mesmo formato do antigo) e faz sessões de fonoaudiologia para não ellar nos elles… E ser o dono da rua ficou pra trás, agora o negócio é conquistar o mundo, sendo o mais web-oriented das turminha.
O Cascão agora – pasmem, 5 minutos de silêncio/suspense – toma banho! Tudo bem que ele não o faz com frequência, e a intensa rotina de esportes radicais contribui pro cheirinho. Continua o mesmo bagunceiro de sempre.
A Mônica não é mais baixinha, e muito menos gordinha. Apesar de manter os dentinhos da antiga dentuça – por que diabos os pais dela ignoraram a existência da odontologia? – agora ela é muito mais esbelta do que antes. O sansão ainda está presente, seja na cama, seja na mochila em forma de coelho. Rola um certa tensão sexual entre ela e o Cebolinha e, – não, eu não estou exagerando! – ele até leva uma bronca por olhar os peitos dela no gibi.
A Magali… Ahhh, Magali. Eu SEMPRE soube que, por mais que a Mônica fosse a principal, quando as meninas crescessem os olhares se virariam mesmo era pra Magali! E dito e feito: as belas curvas que ela apresenta agora são resultado de uma alimentação balanceada e exercícios físicos. Se antes ela comia de tudo, agora ela come de tudo um pouco. O mingau ainda anda por la – quantos anos vivem os gatos? – e até se casou!
Mas nem tudo são flores, claro. A proposta de mostrar a turma com novos ares é excelente. Afinal, todo herói evolui com o tempo, e a turma é o que nós Brasileiros temos de mais perto de um herói em quadrinhos bem sucedido.
A história gira em torno de uma bruxa/deusa antiga que bla bla bla, os pais dos meninos são re-encarnações de antigos espíritos guerreiros, bla bla bla, o Capitão Feio e o Anjinho aderiram nomes diferentes, bla bla bla… Enfim, MUITO japonês pro meu gosto. Se a turminha era legal porque era uma coisa brasileira, agora me pareceu que ela perdeu totalmente essa identidade. Talvez se o Maurício tivesse focado as histórias no dia-a-dia da turma, como era de costume e inovasse só nas idades, eu teria me divertido mais. Até mesmo as extrapolações de reação no rosto dos personagens me passaria desapercebido…
No final de tudo, dou uma nota 7 porque ainda é a primeira edição/arco de histórias e a intenção é realmente angariar essa nova juventude que só se interessa por desenhos de olhos puxados. Vale a pena dar uma lida, pra ver como a turminha se comporta mais velha. Corre na banca e compre a sua!
Coleções?
Eu nem bebo cerveja. Quer dizer, beber eu até bebo, mas muito pouco. Não gosto do gosto amargo. Acho que falta algum PLUS pra que fique realmente gostoso. A única cerveja que eu bebo mesmo é a Malzebier, que é mais docinha, e ai desce mais facilmente.
Mas se eu gostasse mesmo de cerveja, só ia beber Heineken. Acho a garrafinha muito linda, sem falar na proposta jovem que a marca tem. Foi por isso que ontem, quando estava indo embora do TGI Friday’s, eu passei a mão na garrafinha comemorativa da UEFA que tava dando sopa na mesa. Eu também nem gosto de futebol. Na real, eu meio que odeio. Mas a garrafinha é tão bem desenhada que eu achei que merecia um pedacinho na prateleira.
Não deu outra: cheguei em casa, dei uma lavada rápida pra tirar o restinho de cerveja de dentro, e coloquei na prateleira junto com os meus outros três xodós da Absolut:
Aproveitei e bati umas fotos da cristaleira daqui de casa, que originalmente serve pra guardar as coisas da minha mãe, mas que eu já comecei a invadir com a minha minúscula coleção.
Give ‘em hell, Polecat!
Quem nunca se imaginou livre de qualquer responsabilidade social, moral e/ou financeira? Sentir o vento batendo forte no rosto, enquanto a paisagem semi-desértica de algum futuro pós-apocalíptico passa pelas laterais da estrada, e você só tem sua moto e seus companheiros de gangue para confiar…
Se esse não é o sonho de qualquer garoto que viveu nos anos 90, passa bem perto. E essa é a proposta de um dos melhores jogos com os quais eu convivi na minha infância. Ouso dizer até que ele moldou um pouco a minha personalidade. Afinal, quem não gostaria de ser como Ben, o líder dos Polecats?

Ben Throttle - o líder dos Polecats
Ben e os Polecats sintetizaram a expressão “viver livremente”. Não deviam nada à ninguém, e não se vendiam nunca. A proposta do jogo vinha de encontro à essa liberdade: Acusado de assassinato, Ben se vê sozinho, sem a ajuda seus companheiros de gangue (que se encontram presos). Nesse cenário quase desesperador, você tem que colher pistas e resolver situações para provar que você e sua gangue não são os assassinos do CEO da última montadora de motos do país.
Mas do que um adventure-game leve e rápido, Full Throttle trouxe para os jovens a essência dos motoqueiros americanos, em suas andanças pelo país, e os laços de amizade – e muitas vezes de inimizades também – que se criam na estrada.
Das lutas nas estradas às fugas de cachorros e policiais malucos, o jogo apresentava de tudo um pouco. Até mesmo uma arena de carros de destruição. Mas não foram só a jogabilidade simples, e a história envolvente que me fizeram amar os Polecats. Os gráficos em 2D (técnica que, infelizmente, não se vê mais nos jogos atuais) eram excelentes, trazendo um nível de realidade altamente qualificado… para uma história em quadrinhos.
Fazer Ben pular um penhasco, ou vê-lo empinar sua moto após uma vitória são imagens que eu acho, e rezo para que nunca saiam da minha cabeça. Mas eu acho que o que eu quero guardar mesmo na memória é o jeitão despachado do personagem. Ele não deve explicações à ninguém. Ta no mundo só pra ele mesmo, e ai de quem cruzar o seu caminho.
Talvez eu devesse pensar menos e ser mais como o Ben. Agir sem pensar nas consequências. Aproveitar cada oportunidade. Subir na minha moto e ganhar o mundo.
O problema é que, para isso, eu preciso de uma moto. Ou não!

Give 'em hell, Polecat!




















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