Give ‘em hell, Polecat!

Quem nunca se imaginou livre de qualquer responsabilidade social, moral e/ou financeira? Sentir o vento batendo forte no rosto, enquanto a paisagem semi-desértica de algum futuro pós-apocalíptico passa pelas laterais da estrada, e você só tem sua moto e seus companheiros de gangue para confiar…

Se esse não é o sonho de qualquer garoto que viveu nos anos 90, passa bem perto. E essa é a proposta de um dos melhores jogos com os quais eu convivi na minha infância. Ouso dizer até que ele moldou um pouco a minha personalidade. Afinal, quem não gostaria de ser como Ben, o líder dos Polecats?

Ben Throttle - o líder dos Polecats

Ben e os Polecats sintetizaram a expressão “viver livremente”. Não deviam nada à ninguém, e não se vendiam nunca. A proposta do jogo vinha de encontro à essa liberdade: Acusado de assassinato, Ben se vê sozinho, sem a ajuda seus companheiros de gangue (que se encontram presos). Nesse cenário quase desesperador, você tem que colher pistas e resolver situações para provar que você e sua gangue não são os assassinos do CEO da última montadora de motos do país.

Mas do que um adventure-game leve e rápido, Full Throttle trouxe para os jovens a essência dos motoqueiros americanos, em suas andanças pelo país, e os laços de amizade – e muitas vezes de inimizades também – que se criam na estrada.

O jogo já começa te botando no clima deserto-apocalíptico

Das lutas nas estradas às fugas de cachorros e policiais malucos, o jogo apresentava de tudo um pouco. Até mesmo uma arena de carros de destruição. Mas não foram só a jogabilidade simples, e a história envolvente que me fizeram amar os Polecats. Os gráficos em 2D (técnica que, infelizmente, não se vê mais nos jogos atuais) eram excelentes, trazendo um nível de realidade altamente qualificado… para uma história em quadrinhos.

Fazer Ben pular um penhasco, ou vê-lo empinar sua moto após uma vitória são imagens que eu acho, e rezo para que nunca saiam da minha cabeça. Mas eu acho que o que eu quero guardar mesmo na memória é o jeitão despachado do personagem. Ele não deve explicações à ninguém. Ta no mundo só pra ele mesmo, e ai de quem cruzar o seu caminho.

Talvez eu devesse pensar menos e ser mais como o Ben. Agir sem pensar nas consequências. Aproveitar cada oportunidade. Subir na minha moto e ganhar o mundo.

O problema é que, para isso, eu preciso de uma moto. Ou não!

Give 'em hell, Polecat!

Um comentário sobre “Give ‘em hell, Polecat!

  1. I *HEART* LUCASARTS, eles entretinham meus dias de pré-adolescente!!!

    Eu tinha medo daquela parte do ferro-velho, em Full Throttle…! E de quando os helicópteros chegavam! hahahaha

    O day of tentacle era legal tb!

    E eu ainda sou viciadassa em Sam&Max, a ponto de ter jogado uma versão EM FRANCÊS – tabajaaaara – só pra lembrar!

    ai, desejei ter esses tres instalados no pc aqui😥

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