Belorizontinos e a Habilidade de Me Emputecer!

Não é de hoje que a gente comenta aqui em casa sobre uma mania que todo belorizontino parece ter. Não é de hoje, nem de ontem. Reparamos nisso desde antes de sequer cogitarmos nos mudarmos para a capital. É mais fácil de dizer qual mania é essa se eu ilustrar pra vocês. Então venham comigo e imaginem a cena…

Uma vaguina pelo amor de Deus?      Você está no estacionamento do shopping, procurando uma vaga sagrada, no meio de um mar de carros. Percebe que aquele cara andando na sua frente vai em direção ao carro dele e você, educadamente, para ao lado e pergunta se ele vai sair. “Sim”, ele responde e você quase urra em comemoração. Finalmente uma vaga! Agora é só esperar o sujeito sair e tudo ficará bem… You wish! Uma pessoa normal se compadeceria da sua necessidade em estacionar logo o carro e parar de fuder com o trânsito, e se agilizaria para liberar a vaga o mais rápido possível, correto? Sim, uma pessoa normal faria isso. Mas não um belorizontino… O cidadão vai entrar no carro, ajeitar a poltrona, ligar pra namorada, ligar o som do carro, ajeitar todos os retrovisores, ligar o carro, conferir se está tudo funcionando corretamente, vai sintonizar na rádio que mais gosta, ou trocar o cd por um melhor, vai então colocar os óculos escuros, procurar o cartão do estacionamento, para só então, depois de quase dez minutos, engatar a ré e sair da vaga…

Agora imaginem outra cena: Após estacionar o carro e andar por todo o shopping com a sua família, vocês resolvem  ir comer alguma coisa na praça da alimentação. Mas.. Hmm, que azar! Vocês resolveram lanchar justo na hora em que está todo o mundo lanchando e achar uma mesa vaga vai ser mais difícil do que comer a tia do Bátima! Opa, pera ai… Aquela dupla de senhoras ali acabou de pagar a conta e, apesar de estarem ocupando uma mesa que cabem seis pessoas, parece que está tudo resolvido e você e a sua família vão finalmente poder desfrutar de uma alimentação saudável de shopping, bem confortáveis. Como quem não quer nada, vocês se aproximam e ficam por ali, esperando a dupla de senhoras vagarem as cadeiras, mas tentando não fazer muita pressão, afinal elas também são filhas de Deus alguém e merecem respeito. E nesse ponto há Você ta vendo alguma mesa vaga por ai?uma discordância: há quem prefira se dirigir aos ocupantes da mesa e perguntarem se estão vagando, e há quem prefira ficar de boa, vendo que a conta já foi paga e tudo o mais. Não importa qual a sua estratégia, a verdade é uma só: o pessoal não vai sair da mesa por um bom tempo! Eles vão gastar mais de cinco minutos para engolir os últimos dez mililitros de cerveja, ou comer as últimas duas colheradas do sorvete, ou simplesmente continuar a bater papo, ignorando que a praça de alimentação está LOTADA e que tem mais gente querendo utilizar as mesas!

Hoje essa habilidade fantástica enervante dos belorizontinos atingiu um grau ainda mais evoluido. Quem sofreu com isso? Eu, claro!

Após a aula de natação, na academia onde “malho”, fui pro vestiário tomar meu banho usual, como faço todos os dias. Por algum motivo qualquer, um das paredes que segura as portas dos chuveiros simplesmente CAIU, inutilizando a função do lugar pela metade. Dos seis chuveiros que existem normalmente, apenas três estavam funcionando. E como se não bastasse a aula anterior cheia de marmanjos dividindo raias na piscina (terças e quintas são os dias com maior fluxo naquele lugar), os três boxes restantes estavam ocupados. Peguei minha toalha e me limitei a encostar em uma das paredes – que ainda se mantinha de pé – e esperar que um dos chuveiros desocupasse. Não demorou muito e uma porta abriu. Agora, vejam bem. Qualquer pessoa normal, nessa situação, me veria ali esperando pra usar um chuveiro, e se compadeceria com a parede caída e com os boxes ocupados, e se apressaria para me liberar pro banho, certo? Errado! Estamos falando de belorizontinos aqui. Você não estava prestando atenção?

Pois bem, sai o cara de dentro do box, já seco, já de cueca, com a toalha no ombro, olha pra mim… E VOLTA PRA DENTRO DO BOX, fazer não sei o que! Fica mais cinco minutos la dentro, sai novamente, pega qualquer coisa dentro da bolsa em cima do banco, volta pra dentro do box. Demora mais dois minutos, sai novamente, pega o xampoo e poe na mochila. Entra, um minuto, sai, condicionador na mochila. Entra no box, um minuto, sai, pega a mochila e volta pra dentro do box. Foi nessa putaria por mais uns cinco minutos, até que, por fim, resolveu que já não tinha como enrolar mais e saiu de vez.

Irritante e totalmente desnecessário. Tomando a mim como exemplo, fiquei imaginando se eu fazia a mesma coisa e a resposta – obviamente – foi não! Porque eu tenho a descência de só abrir a porta do box quando eu vou sair de verdade. E quando saio, ja saio seco, de cueca, enrolado na toalha, com a sunga molhada na mão e indo direto pra minha mochila, por o resto da roupa e liberando assim o box pra quem quiser usar.

Não sei se os belorizontinos fazem isso de propósito, ou se é algum tipo de defeito genético subconsciente que desperta. Só sei que seu eu tenho a decência de prestar atenção no meu redor e perceber se outra pessoa precisa usar o que eu não to usando mais, abro mão daquilo facil e rapidamente. É demais pedir que as outras pessoas façam isso também? Principalmente quando sou eu quem estou na fila, esperando. Principalmente porque, quando esses putos chegam atrasados e precisam dividir a raia com alguém, eu sou sempre o primeiro a me fuder!

12 comentários sobre “Belorizontinos e a Habilidade de Me Emputecer!

  1. Opa… acrescentemos aí a falta de educação no trânsito, e a mania de querer levar vantagem em tudo!!!
    Ótimo texto, continue essa linha😉

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  2. Você não descreveu o belorizontino, chu, vc descreveu o SER HUMANO.
    Ser humano é essencialmente paunokoo, tá no código genético; tu que não és mesmo deste mundo … =/

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  3. muito enteressante a informação da nova ortográfi da lingua portuguêsa.
    gostaria de saber se belorizontino e nova iguaçuense se é composta e se está esrita corretamente?

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  4. Pois bem, isto não são costumes do belorizontino somente e sim de alguns brasileiro, todo belorizontino como bom mineiro que e sempre será muito mais calmo, mas confesso que aqui na nossa cidade quando aparecem estes apressadinhos e afobadinhos de outras capitais ou até mesmo do interior gostamos de fazer isto de propósito. Ceis tem q ir se acostumandoSão costumes bem tipicos do povo mineiro e baiano em serem mais devagar.. mais queto…, mas nunca jamáis afobe um mineiro.

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  5. Claro q ele não descreveu o belo-horizontino, pois qqr ser humano é assim, a questão, é o despeito em querer pensar q na cidade dele as coisas são melhores.. então faz o seguinte seu idiota, volta pro seu lixo de cidade, e deixa os belo-horizontinos em paz🙂

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  6. Belorizontinos são assim mesmo! Eu sou um, e sei que nossa maior característica é a distração. Pensamos mais do que falamos, e tramamos mais do que agimos… Nossa distração é tamanha que nem reparamos quem está ao nosso redor, ou o que está acontecendo por perto. Pressa? Não sabemos o que é isso, se tudo estiver indo bem, “na medida do controle” ( expressão típica belorizontina! ).

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  7. Bem, cheguei aqui procurando a ortografia correta de belorizontino e como estava falando mal dos meus conterrâneos, vim conferir do que se tratava. Pois bem, sou belorizontina e moro em Salvador/Ba a 8 anos e observo as mesmas situações por lá, inclusive chamo a atenção de meu marido que é baiano, que as vezes faz esse tipo de coisa. Porém eu ao contrário do que você retratou, sou do tipo que me importo com as pessoas ao meu redor e tenho altíssimo senso de “desconfiômetro”. Talvez você tenha dado o azar de sempre encontrar seres humanos que tenham esse péssimo hábito. Como disseram, esse é um problema de algumas pessoas, não importa onde tenham nascido.

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  8. Trabalhei oito meses em BH e percebi isso também, total falta de noção das pessoas em se preocuparem com quem está ao redor,praticamente é regra e nem adianta querer mudar isso. E o pior são os atendentes do comércio, sempre com aquela cara de pouco caso de quem está fazendo um grande favor em prestar o seu serviço, e se você reclamar de algo aí que fazem questão de ignorar mesmo kkkk. Por outro lado quando se faz amizade com um é todo aquele dengo, são tornam as pessoas mais amáveis do mundo.

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