Da Paixão, do amor e Amor.

(texto descaradamente inspirado pela nota da Adriana Torres)

Eu já falei muitas vezes que sou um cara que se apaixona facilmente. Basta um sorriso sincero e bonito, um olhar mais suave ou até mesmo um senso de humor bem apurado. Costumo brincar que, não sou de me apaixonar pelo corpo, mas sim pelo rosto.

Pra mim, a Paixão é muito simples. Ela é carnal, primitiva, irracional, quase matemática. São hormônios te dizendo que aquilo que seus olhos observam, lhe agrada de alguma maneira. É dois mais dois, assim como a necessidade de se aquecer no frio, ou de beber uma água gelada no calor. Pura ciência. Mas mesmo a mais simples das ciências tem seu encanto e mistério.

Do Amor que a Dri chama de amor romântico –, eu confesso que não sei se já senti. Pelo simples fato de que, ao meu entender, você não Ama uma pessoa de forma unilateral, platônica. O Amor, ao meu entender, só existe mesmo quando há uma reciprocidade das partes, ambas dispostas a aprender, crescer e se amarem juntas. Diferente da Paixão, da qual muitos dizem ser a causa da cegueira de muitos homens e mulheres, o Amor ao meu ver é um abrir de olhos. É entender que a felicidade do outro é tão importante quanto a sua própria. Querer cuidar, fazer aquela pessoa específica ser a criatura mais feliz do universo. É querer inventar asas, só para fazê-la voar. É crescer mental e espiritualmente. Encontrar um feixo da Luz maior. Quase como se você estivesse em contato com algum ser divino.

Mon coeur qui bat Às vezes eu sinto que criei um muro ao redor de mim, que me impede de Amar alguém. A Paixão vem fácil, mas o Amor é mais complicado. Necessita de se ter uma visão de futuro, de saber onde se quer estar amanhã, uma vontade de desenvolver uma longa vida com alguém. Fica difícil ter essas projeções, quando o seu plano principal de vida envolve viver somente até os vinte e cinco anos. Ou quando você não tem fé no ser humano. Nem esperanças para um modo de vida melhor. Mas isso é pauta para outro texto…

Já sobre o amor aquele universal, profetizado e comentado por diversos gurus das mais amplas religiões –, eu sinto que não estou longe. Não refreio minha vontade de dizer que amo uma pessoa quando ela me faz gargalhar por alguma razão. Ou quando me diz algum conselho de vida que faz crescer minhas filosofias pessoais. O amar é, ou deveria ser, aberto à quem quiser oferecê-lo. Independente de você receber qualquer coisa de volta. É o acreditar no coração das pessoas, na bondade que ainda pode existir no mundo. É o que eu vejo como a maior diferença quando digo que odeio o ser humano, mas amo a Humanidade.

Como já dizia Herbert Vianna, “saber amar é saber deixar alguém te amar”. E eu aposto que ele estava se referindo ao Amor, e não a simples paixões ou amores.

3 comentários sobre “Da Paixão, do amor e Amor.

  1. Mocinho querido, adorei seu texto… você foi além e desenvolveu o meu pensamento inicial. Lindo, lindo… se eu servir de inspiração para textos assim, puxa, tenho mais é que me sentir orgulhosa! \o/

    Discordo de uma coisinha, mas acho que é minha maneira conservadora de ver alguns fatos da vida:

    Eu não consigo amar alguém de forma tão despojada e simples. Eu posso sentir grande simpatia por alguém, um carinho enorme, mas amor universal, pra mim, é outra coisa. É uma entrega tão absoluta, tão marcante, que eu reservo esse sentimento para aqueles que realmente tocam meu coração. Eu tenho simpatia pelos taxistas que vivem me carregando de um lado para o outro, mas não, eu não me endividaria para faze-los felizes, como fiz pela minha sobrinha.

    Eu adoro meus amigos virtuais. De verdade. Mas não, eu não largaria meu trabalho para poder me dedicar a eles. Posso doar uma parte do meu tempo (enquanto trabalho voluntário), mas existe um outro amor que me impede de ir além disso – que é o amor a mim mesma.

    Acredito que, sinceramente, poucas pessoas foram capazes de amar a humanidade com esse teor de entrega que me faz amar familiares e os amigos escolhidos a dedo: Chico Xavier, Madre Teresa, Gandhi, Jesus tiveram essa capacidade. E, quando penso no amor universal, é neles que me inspiro para tecer minhas teorias…

    Sobre a última frase, nossa, você me lembrou de uma grande amiga. Sempre que eu comentava com ela das furadas que eu entrava, ela repetia esse trecho da música pra mim – e talvez aí você tenha encontrado a chave do meu próprio mistério. Talvez, e vou refletir a respeito, eu ainda tenha um nível de orgulho e vaidade grande demais, não me permitindo ser amada como gostaria. Afinal, o ser amada também signifca ser cuidada, ser aliviada do peso diário, pois é um compartilhar, né? E para uma guerreira, como eu, não é nada fácil admitir outra pessoa me ajudando…😉

    Bjs futuro sobrinho! rs

    Dri

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