Pilotando os robôs gigantes de Knights of Sidonia

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Robôs gigantes enfrentando ameaças alienígenas. Seja controlados por humanos ou personificando criaturas inteligentes, a premissa é sim batida. Mesmo que você não acompanhe o universo dos mangás e animes japoneses, Hollywood já adaptou – utilizando sua fórmula de sucesso – histórias desse tipo. Pacific Rim, Transformers e diversos outros vem à mente. Mas Knights of Sidonia bebe de outra referência, que assumidamente também influenciou os robôs gigantes de Guillermo del Toro: Evangelion.

É impossível não traçar paralelos e comparações entre as duas histórias: robôs gigantes pilotados por adolescentes, treinados por uma organização militar cheia de segredos, para enfrentar monstros que vem dos céus sem aviso prévio. Claro que resumir qualquer uma das duas séries à essas simples frases é fazer pouco caso da rica complexidade psicológica e interações sociais dos personagens de Evangelion ou da trama cheia de conspirações e amarradinha de Knights of Sidonia.

Terminei recentemente a primeira temporada, que está disponível no Netflix e só consegui pensar em como ambos os animes são parecidos – tanto em elementos do roteiro quanto na qualidade do produto final. Não é porque Knights of Sidonia se assemelha à Evangelion que você deve encará-la com desdém ou fazer pouco caso. Knights se sustenta e entrega 12 episódios de muita ação e uma história que vai te deixar intrigado pelo próximo acontecimento.

Ambientada em um futuro tecnológico distante, Knights of Sidonia acompanha a história de Nagate Tanikaze e demais pilotos dos Guardians, robôs gigantes que defendem Sidonia (uma das naves lançadas ao espaço com o restante da população humana) dos ataques dos Gaunas, criaturas alienígenas que ninguém sabe de onde surgiram e/ou porquê estão atacando os seres humanos. Aqui vale apontar outro paralelo com Evangelion: os Gaunas são, em muito, cópias dos Anjos que atormentam Shinji e sua turma em Tokyo-3 – dos seus campos AT, chamados em Sidonia de Placentas, à Lança Longinus ou Kabizashi, arma misteriosa que facilmente destrói o núcleo dos Gaunas/Anjos.

Uma coisa que difere, porém sem deixar de referenciar outra obra japonesa, são os Guardians. Os robôs que defendem Sidonia não possuem um histórico místico de experimentação genética, como em Evangelion. Mas são muito parecidos com as naves da série Gundam – sem a habilidade de se transformar, aí a “homenagem” seria plágio descarado mesmo.

Mas nem tudo são flores em Knights of Sidonia. Por mais que as referências não atrapalhem a história ou o seu desenrolar, os personagens pouco carismáticos e com traços muito semelhantes me deixou confuso nos primeiros episódios. Demorei para identificar quem era quem e perceber o que estava acontecendo. Talvez fosse necessário uma introdução, falando do ocorrido na Terra e apresentando a situação espacial atual. Mas talvez isso deixasse a série chata, sem um ritmo empolgante.

Por fim, o que me chamou a atenção foram os históricos de manipulação genética que os habitantes de Sidonia se submeteram. Seus corpos são capazes de produzir fotossíntese, eliminando a necessidade de alimentação diária, existe um conselho que alcançou a imortalidade através da clonagem e alguns habitantes são construídos (ou nascem, a série não deixa isso claro) sem sexo definido. Uma personagem explica que seu corpo irá se moldar de acordo com o sexo do parceiro(a) que ela escolher. Nos dias de hoje, em que é tão importante a discussão da liberdade sexual, me surpreendeu um conceito tão interessante, tratado com tanta naturalidade e respeito.

 A segunda temporada de Knights of Sidonia já está em produção. Confira abaixo o teaser.

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