O horror submarino de The Wake

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“There’s something out there…”

Quando o Bruno Taurinho tuitou sobre The Wake, eu fiquei curioso.

 

Eu já estava procurando novas histórias para ler e fiquei com aquilo na cabeça. O que Scott Snyder (“American Vampire”) estava aprontando agora? Sendo um apaixonado por biologia marinha e conspirações governamentais, as primeiras palavras da sinopse já prenderam a minha atenção.

“Quando a bióloga marinha Lee Archer é convocada pelo Departamento de Segurança Doméstica para prestar auxílio contra uma nova ameaça, ela se vê nas profundezas do Círculo Ártico, numa plataforma de extração de petróleo secreta onde descobriu-se algo tão milagroso quanto aterrorizante…”

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Lançada pela Vertigo em 2013, o último capítulo de The Wake fechou a saga em Julho de 2014. Com artes de Sean Murphy (“Punk Rock Jesus”) e roteiro do já mecionado Scott Snyder, a história é um mix de ficção científica e horror, que explora as profundezas do oceano, questiona a origem da humanidade e nos leva a um futuro pós-apocalíptico de terror e suspense.

Nas palavras de seu criador e roteirista, “The Wake é sobre essa descoberta aterrorizante de uma criatura nos fundos do oceano e sua conexão com os diversos aspectos da mitologia dos mares ao longo dos anos, de sereias à serpentes marinhas… É uma história claustrofóbica, com terror direto dos abismos dos oceanos, que possui esse elemento pós-apocalíptico futurista, que eu sei que é robusto e expansivo”. Em uma entrevista recente, Snyder completou: “Em The Wake nós procuramos ser o mais exploratório que conseguimos, eu e Sean, contando uma história que é uma mistura de diferentes gêneros bizarros, mitologias e lendas de povos estranhos, qualquer coisa que pudéssemos colocar junto, nos desafiando a fazer aquilo tudo funcionar.”

Mas não é só o roteiro tenso e bem amarrado de Snyder que chamou minha atenção. Os traços “rápidos e pontiagudos” de Murphy ajudam a compor o senso de urgência e desespero que algumas cenas pedem e os estudos (apresentados na versão Director’s Cut da edição #1) te fazem entender melhor as escolhas para alguns personagens. As cores trabalhadas por Matt Hollingsworth – através de referências de Hiroshi Yoshida, enviadas por Snyder – também passam a ideia de fundo do mar e contrastam de uma forma belíssima quando os personagens estão na superfície.

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Por fim, The Wake é uma excelente série, se você estiver procurando uma obra com elementos de suspense, ficção científica, exploração submarina, origem da vida e/ou conspiração governamental, envelopado em um ar de (bom) filme B. Apesar de traçar paralelos com a antiga Fathom de Michael Turner, sua originalidade é incontestável, principalmente nos elementos mais dramáticos e de horror.

Infelizmente não há previsão de lançamento nacional para The Wake, mas vale a pena dar uma procurada pela internet e comprar através da Amazon ou pelo aplicativo iOS da própria Vertigo.

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