Sobre Deus, Nossas Escolhas e Planos

Livre arbítrio: crença ou doutrina filosófica que defende que a pessoa tem o poder de escolher suas próprias ações.

Onisciência: capacidade de saber tudo infinitamente, incluindo pensamentos, sentimentos, vida, passado, presente, futuro, e todo universo, etc. A.k.a.: Plano Divino.

Vejamos, se Deus já sabe o que vai acontecer no futuro, então você não tem tanta liberdade de escolha quanto imaginava, concorda?

Humanos, decidam-se: ou vocês acreditam que Deus lhes deu o dom da escolha racional dos próprios atos, e aceitam que tudo aquilo que acontecer será resultado dessas escolhas, sejam elas boas ou ruins, determinando então que Deus lhe deixou extremamente livre para realizar qualquer tipo de ato que quiser, sem propriedade para punições eternas; ou vocês aceitam que toda a sua existência já está traçada, e que vocês não passam de escravos nas mãos de um poder maior. Neste último caso, vale lembrar que Deus então estaria de acordo com crianças morrendo de fome, assassinos, estupradores,políticos, advogados, publicitários, armas de destruição em massa, e tudo de mal e ruim que existe neste mundo. Porque tudo faz parte do “plano divino”.

Francamente, essa é uma das questões que me dão nojo em qualquer religião. Em teoria, Deus tem um plano traçado pra cada ser vivo da existência. Sim, aquele bebê que morreu de fome na África, antes que a AIDS o matasse, foi Ele quem quis. E você até tem todas as possibilidades para escolher qualquer ato ou ação em sua vida – contanto que a sociedade não corte suas asinhas. Mas mesmo tendo todo o aval divino para fazer suas próprias escolhas, se você não adorar, temer, rezar, chupar as bolas, à Ele, bem… Digamos que o Inferno é um lugar bem quente.

Constantine

“Deus é uma criança com uma fazenda de formigas, moça. Ele não está planejando nada.”

Às vezes as pessoas me perguntam: “Mas Igor, você não acredita em Deus?”. Não é porque eu não acredito no seu Deus, que eu não acredito em Deus nenhum. A verdade – a minha, pelo menos – é que, Deus não está nem ai. É muita arrogância nossa pensarmos que somos a única criação que merece atenção, cuidados e amor, em um universo que descobrimos a cada dia ser muito maior do que imaginávamos. É ainda mais arrogância pensarmos que, depois de tanta burrice, tantos erros – putz, se a bíblia estiver minimamente certa, os seres humanos assassinaram a sangue frio a encarnação viva do próprio Deus! –, que qualquer ser onipresente ainda quisesse prestar atenção no que acontece por aqui. Sim, eu acredito em Deus. Eu só acho que Ele não está nem aí pro que acontece, ou possa vir a acontecer com os seres humanos.

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Mesmo sendo obviamente uma obra de ficção, o livro do Eduardo Spohr – A Batalha do Apocalipse – apresenta uma idéia que vai muito de encontro à crenças que eu já tinha antes mesmo de ler a história. [SPOILER ALERT] Ao fim do Sétimo Dia da Criação – que descobrimos que não são “dias”, mas Eras que se arrastaram por milhares de milhões de anos –, Deus simplesmente adormeceu, para descansar do árduo trabalho que completara. Eu não vou nem entrar no mérito da discussão de que um ser onipresente, onisciente, oni-poderoso-pra-caralho, precisa descansar! O meu ponto é que, no livro, Deus não teria dormido, e sim “se matado”, para dar à todas as almas humanas o poder do Livre Arbítrio. Cada ser humano teria um pedacinho da essência divina em seu ser, e Deus ainda estaria “vivo” no coletivo humanidade. [/SPOILER ALERT]

Acho que o que eu estou tentando dizer é que, pra mim pelo menos, Deus existe. Deus criou a humanidade em um longo e complicado processo de desenvolvimento genético, mutações, experimentações, etc e tal. Deus viu que a humanidade tinha potencial, e lhe deu mais poder do que deveria. Os seres humanos cagaram no “plano divino”, e Deus simplesmente pensou: “Quer saber?! Que se foda esse planetazinho azul de merda e esse bando de macacos superdesenvolvidos! Cansei, eu vou é viver a minha vida. Eles que se fodam sozinhos.”

Agora, o que me intriga é: por que diabos Deus não simplesmente desfez tudo com um estalar de dedos? Por que deixar que os seres humanos sejam os responsáveis pela sua própria destruição? Será sadismo? Será punição? Piada de mau gosto, talvez? Ele realmente não se importa a ponto de se preocupar com que fim teríamos? Será que ele sabia que o tempo de vida da humanidade, se comparado à existência do Universo, não passa de um soluço? Ou será que o cara é trouxa crente sufiente, ao ponto de ainda ter esperanças de que os seres humanos acharão o próprio caminho para a Salvação?

Boa ação – pra mim ou pra você?

egoismo Ninguém mais faz boas ações. Ninguém se preocupa mais em ajudar ao próximo por ser importante garantir uma boa experiência de vida para todo ser humano. Não, ninguém mais faz isso. Não adianta você vir me convencer. Não há mais quem se importe pelo bem estar e desenvolvimento do outro.

O que há – e ai eu não posso negar -  é gente ajudando ao próximo, pelo simples objetivo de ter a consciência tranquila. E essa tranquilidade vem na forma de karma bom, de garantia de entrada no Paraíso, vem de diversas formas, cores, cheiros e sensações. Mas vem sempre no pacotinho de realização pessoal. Você não ajuda o próximo para vê-lo como uma pessoa melhor, mais completa. Você ajuda porque, ajudando o carinha que necessita, você está garantindo um realização pessoal. “Ufa, fiz minha boa ação do dia. Posso voltar aos meus afazeres normais agora.

Não, não adianta me convencer. Eu também não estou dizendo que não sou assim. Sou muito assim, até mesmo porque, apesar de não acreditar em céu e inferno, acredito em karma, em plantar sementes de boas ações, acredito na lei da ação e reação. Chame como for. Acredito que, o que eu faço hoje, pode – e vai – retornar pra mim. Seja daqui a três minutos ou sete anos. Não importa.

Hoje mesmo, durante meu horário de almoço. Enquanto eu ia em direção ao restaurante, passei por um cego próximo ao meio fio. Eu estava de fone de ouvidos e música alta. Vi, passei, não parei. Me apertou o coração, mas prendi a respiração e segui caminho. Alguém haveria de ajudar o cego. Ele que me desculpe, mas eu só tenho uma hora de almoço e restaurante era meio longinho.

Na volta, o cegueta – falar cegueta é pejorativo? Se for, você me perdõem, tá? Enfim, na volta, o ceguinho – sei lá, acho ceguinho mais pejorativo ainda. Não gosto muito de coisas no diminutivo. Passa uma imagem de “pobre coitado”, não é minha onda. O cara é mais batalhador do que eu, consegue levar a vida sem conseguir enxergar. Diminutivo pra ele não cola. Tem que ser no aumentativo, pra dar credibilidade.

Onde eu estava? Ah, sim. No retorno do almoço. Pois bem, voltando do restaurante, lá estava o cegãorá! – no mesmo local, próximo ao meio fio. “Mas será que ninguém teve a compaixão de ajudar o cara a atravessar a rua até agora?”, eu pensei. Eu nunca tinha ajudado um cego antes, acho que nem nunca tinha conversado com um também. Me aproximei, pedi licença e perguntei se ele tava precisando de ajuda pra atravessar a rua. A resposta do cara veio em forma de um cartão, e do discurso semi-ensaiado, pedindo dinheiro. É, eu deveria ter me ligado porque ninguém tinha ajudado o cego a atravessar a rua até agora.

É por isso que ninguém mais faz boas ações. Quando você se dispõe à ajudar, as pessoas só querem saber de levar o seu dinheiro embora.

Da Paixão, do amor e Amor.

(texto descaradamente inspirado pela nota da Adriana Torres)

Eu já falei muitas vezes que sou um cara que se apaixona facilmente. Basta um sorriso sincero e bonito, um olhar mais suave ou até mesmo um senso de humor bem apurado. Costumo brincar que, não sou de me apaixonar pelo corpo, mas sim pelo rosto.

Pra mim, a Paixão é muito simples. Ela é carnal, primitiva, irracional, quase matemática. São hormônios te dizendo que aquilo que seus olhos observam, lhe agrada de alguma maneira. É dois mais dois, assim como a necessidade de se aquecer no frio, ou de beber uma água gelada no calor. Pura ciência. Mas mesmo a mais simples das ciências tem seu encanto e mistério.

Do Amor que a Dri chama de amor romântico –, eu confesso que não sei se já senti. Pelo simples fato de que, ao meu entender, você não Ama uma pessoa de forma unilateral, platônica. O Amor, ao meu entender, só existe mesmo quando há uma reciprocidade das partes, ambas dispostas a aprender, crescer e se amarem juntas. Diferente da Paixão, da qual muitos dizem ser a causa da cegueira de muitos homens e mulheres, o Amor ao meu ver é um abrir de olhos. É entender que a felicidade do outro é tão importante quanto a sua própria. Querer cuidar, fazer aquela pessoa específica ser a criatura mais feliz do universo. É querer inventar asas, só para fazê-la voar. É crescer mental e espiritualmente. Encontrar um feixo da Luz maior. Quase como se você estivesse em contato com algum ser divino.

Mon coeur qui bat Às vezes eu sinto que criei um muro ao redor de mim, que me impede de Amar alguém. A Paixão vem fácil, mas o Amor é mais complicado. Necessita de se ter uma visão de futuro, de saber onde se quer estar amanhã, uma vontade de desenvolver uma longa vida com alguém. Fica difícil ter essas projeções, quando o seu plano principal de vida envolve viver somente até os vinte e cinco anos. Ou quando você não tem fé no ser humano. Nem esperanças para um modo de vida melhor. Mas isso é pauta para outro texto…

Já sobre o amor aquele universal, profetizado e comentado por diversos gurus das mais amplas religiões –, eu sinto que não estou longe. Não refreio minha vontade de dizer que amo uma pessoa quando ela me faz gargalhar por alguma razão. Ou quando me diz algum conselho de vida que faz crescer minhas filosofias pessoais. O amar é, ou deveria ser, aberto à quem quiser oferecê-lo. Independente de você receber qualquer coisa de volta. É o acreditar no coração das pessoas, na bondade que ainda pode existir no mundo. É o que eu vejo como a maior diferença quando digo que odeio o ser humano, mas amo a Humanidade.

Como já dizia Herbert Vianna, “saber amar é saber deixar alguém te amar”. E eu aposto que ele estava se referindo ao Amor, e não a simples paixões ou amores.

Hora do Planeta? Ah, não fode, vai…

earthhour_head_banner Não é de hoje que rola um movimento do Earth Hour – ou Hora do Planeta – para que em um dia específico, todas as pessoas do mundo apaguem as luzes de suas residências em uma forma de comovermos uns ao outros sobre o aquecimento global e como o planeta Terra precisa da nossa ajuda. A ação deste ano acontecerá hoje, dentro dos horários de 20:30 à 21:30 (horário de Brasília). Apesar de ser um admirador da WWF (entidade que realizou e está promovendo a campanha), e também um grande fã do planeta Terra, sabe o que eu tenho a dizer sobre isso?

AH, NÃO FODE!

 “Salvar o planeta? Nós não sabemos nem mesmo como tomarmos conta de nós mesmos; não aprendemos como tomar conta uns dos outros. Nós vamos salvar o planeta? Não há nada de errado com o planeta. O PLANETA ESTÁ ÓTIMO! AS PESSOAS ESTÃO FUDIDAS! Comparado com as pessoas, o planeta está excelente. Ele esteve aqui por mais de quatro bilhões de anos… O planeta não está indo a lugar nenhum, nós estamos! Nós estamos indo embora.” – George Carlin.

É muita pretenção nossa, como uma espécie de não mais do que duzentos mil anos, achar que podemos afetar de alguma forma o planeta – que como já foi dito, tem mais de quatro BILHÕES de anos –, à ponto de destruí-lo. Não se iluda, jovem arrogante. Nós não vamos destruir nada, além da nossa própria sobrevivência. Se todos os paradigmas negativos se concluírem, e realmente acontecer um aquecimento global, seguido por mais uma Era Glacial – o que, você não sabia que essa seria a ordem natural das coisas? Aposto também que nem imaginava que a Terra já passou por mais de TRÊS Eras Glaciais anteriores e… Opa! Olha só, ela continua por ai… – a raça humana que será prejudicada. O planeta vai sobreviver. O planeta vai se repovoar. O planeta vai conseguir se rebalancear, como tem feito a MAIS DE QUATRO BILHÕES DE ANOS! Não pense que nós, como uma simples e frágil raça – porém com uma capacidade para sermos MUITO MAIS – iremos destruir o planeta.

Portanto, se você quer lutar contra o aquecimento global, use pelo menos o discurso certo: você não quer salvar o PLANETA. Você quer salvar a SI PRÓPRIO! Você quer garantir o seu futuro, e o futuro de seus filhos e netos e de toda a sua espécie. Seja sincero consigo mesmo e admita pelo menos esse nível de egoísmo. Você estará prestando um favor à quem quer salvar, porque enquanto nós não percerbermos que temos que cuidar do meio ambiente para que nós mesmos possamos sobreviver, nada no mundo vai mudar. Infelizmente.

Belorizontinos e a Habilidade de Me Emputecer!

Não é de hoje que a gente comenta aqui em casa sobre uma mania que todo belorizontino parece ter. Não é de hoje, nem de ontem. Reparamos nisso desde antes de sequer cogitarmos nos mudarmos para a capital. É mais fácil de dizer qual mania é essa se eu ilustrar pra vocês. Então venham comigo e imaginem a cena…

Uma vaguina pelo amor de Deus?      Você está no estacionamento do shopping, procurando uma vaga sagrada, no meio de um mar de carros. Percebe que aquele cara andando na sua frente vai em direção ao carro dele e você, educadamente, para ao lado e pergunta se ele vai sair. “Sim”, ele responde e você quase urra em comemoração. Finalmente uma vaga! Agora é só esperar o sujeito sair e tudo ficará bem… You wish! Uma pessoa normal se compadeceria da sua necessidade em estacionar logo o carro e parar de fuder com o trânsito, e se agilizaria para liberar a vaga o mais rápido possível, correto? Sim, uma pessoa normal faria isso. Mas não um belorizontino… O cidadão vai entrar no carro, ajeitar a poltrona, ligar pra namorada, ligar o som do carro, ajeitar todos os retrovisores, ligar o carro, conferir se está tudo funcionando corretamente, vai sintonizar na rádio que mais gosta, ou trocar o cd por um melhor, vai então colocar os óculos escuros, procurar o cartão do estacionamento, para só então, depois de quase dez minutos, engatar a ré e sair da vaga…

Agora imaginem outra cena: Após estacionar o carro e andar por todo o shopping com a sua família, vocês resolvem  ir comer alguma coisa na praça da alimentação. Mas.. Hmm, que azar! Vocês resolveram lanchar justo na hora em que está todo o mundo lanchando e achar uma mesa vaga vai ser mais difícil do que comer a tia do Bátima! Opa, pera ai… Aquela dupla de senhoras ali acabou de pagar a conta e, apesar de estarem ocupando uma mesa que cabem seis pessoas, parece que está tudo resolvido e você e a sua família vão finalmente poder desfrutar de uma alimentação saudável de shopping, bem confortáveis. Como quem não quer nada, vocês se aproximam e ficam por ali, esperando a dupla de senhoras vagarem as cadeiras, mas tentando não fazer muita pressão, afinal elas também são filhas de Deus alguém e merecem respeito. E nesse ponto há Você ta vendo alguma mesa vaga por ai?uma discordância: há quem prefira se dirigir aos ocupantes da mesa e perguntarem se estão vagando, e há quem prefira ficar de boa, vendo que a conta já foi paga e tudo o mais. Não importa qual a sua estratégia, a verdade é uma só: o pessoal não vai sair da mesa por um bom tempo! Eles vão gastar mais de cinco minutos para engolir os últimos dez mililitros de cerveja, ou comer as últimas duas colheradas do sorvete, ou simplesmente continuar a bater papo, ignorando que a praça de alimentação está LOTADA e que tem mais gente querendo utilizar as mesas!

Hoje essa habilidade fantástica enervante dos belorizontinos atingiu um grau ainda mais evoluido. Quem sofreu com isso? Eu, claro!

Após a aula de natação, na academia onde “malho”, fui pro vestiário tomar meu banho usual, como faço todos os dias. Por algum motivo qualquer, um das paredes que segura as portas dos chuveiros simplesmente CAIU, inutilizando a função do lugar pela metade. Dos seis chuveiros que existem normalmente, apenas três estavam funcionando. E como se não bastasse a aula anterior cheia de marmanjos dividindo raias na piscina (terças e quintas são os dias com maior fluxo naquele lugar), os três boxes restantes estavam ocupados. Peguei minha toalha e me limitei a encostar em uma das paredes – que ainda se mantinha de pé – e esperar que um dos chuveiros desocupasse. Não demorou muito e uma porta abriu. Agora, vejam bem. Qualquer pessoa normal, nessa situação, me veria ali esperando pra usar um chuveiro, e se compadeceria com a parede caída e com os boxes ocupados, e se apressaria para me liberar pro banho, certo? Errado! Estamos falando de belorizontinos aqui. Você não estava prestando atenção?

Pois bem, sai o cara de dentro do box, já seco, já de cueca, com a toalha no ombro, olha pra mim… E VOLTA PRA DENTRO DO BOX, fazer não sei o que! Fica mais cinco minutos la dentro, sai novamente, pega qualquer coisa dentro da bolsa em cima do banco, volta pra dentro do box. Demora mais dois minutos, sai novamente, pega o xampoo e poe na mochila. Entra, um minuto, sai, condicionador na mochila. Entra no box, um minuto, sai, pega a mochila e volta pra dentro do box. Foi nessa putaria por mais uns cinco minutos, até que, por fim, resolveu que já não tinha como enrolar mais e saiu de vez.

Irritante e totalmente desnecessário. Tomando a mim como exemplo, fiquei imaginando se eu fazia a mesma coisa e a resposta – obviamente – foi não! Porque eu tenho a descência de só abrir a porta do box quando eu vou sair de verdade. E quando saio, ja saio seco, de cueca, enrolado na toalha, com a sunga molhada na mão e indo direto pra minha mochila, por o resto da roupa e liberando assim o box pra quem quiser usar.

Não sei se os belorizontinos fazem isso de propósito, ou se é algum tipo de defeito genético subconsciente que desperta. Só sei que seu eu tenho a decência de prestar atenção no meu redor e perceber se outra pessoa precisa usar o que eu não to usando mais, abro mão daquilo facil e rapidamente. É demais pedir que as outras pessoas façam isso também? Principalmente quando sou eu quem estou na fila, esperando. Principalmente porque, quando esses putos chegam atrasados e precisam dividir a raia com alguém, eu sou sempre o primeiro a me fuder!

Que ORGULHO de Ser Humano.

Ah, o ser humano. A espécie mais evoluída do planeta Terra. O ser dominante, seja em números de espécimes avanço tecnológico ou no tamanho do cérebro. Nós deveríamos ser uma pusta máquina de avanço científico/tecnológico. Mas por algum motivo, continuamos sendo e agindo feito macacos. E caso você não tenha percebido, o título desse post tem uma tag: #ironia. Porque não dá pra ter orgulho de uma espécie que deixa o medo falar mais alto frente ao desconhecido, ao inexplorado, frente ao que pode trazer algumas respostas… Mas que, por conveniência do momento, é preferível que se jogue pedras até que a criatura morra.

Parabéns, seres humanos. Cada dia que passa vocês me dão mais motivos pra continuar com meus planos de não viver mais do que 25 anos.

UPDATE (12:16): O “monstro” já foi desmascarado. É uma preguiça, conforme noticiou o site Ceticismo Aberto. O que não muda em nada a minha posição de odioso da raça humana…

Bittersweet Dream

Fica difícil querer levantar da cama quando o coração – já quebrado há anos – recebe um ataque certeiro durante o sonho. Teria sido perfeito, se eu não tivesse que acordar nunca mais.

Morenas de olhos claros e sorrisos de verão sempre foram meu ponto fraco. Posso voltar no tempo e fazer diferente?

 

P.S.: E com isso fecha-se a porta, se dá as costas para o armário, e vai viver a vida com olhos no futuro. Chega de remoer o passado, esperando que ele vire presente.