Histórias

Quando foi aúltima vez que você sonhou? Melhor: quando foi a última vez que você sonhou com algo empolgante? A minha última vez foi semana passada, quando eu acordei com um bom argumento pra começar (mais) um livro.

Provavelmente ninguém sabe disso, mas eu já somo mais de três rascunhos de histórias que começaram – na minha cabeça, ou nas páginas do word – e nunca chegaram em um fim. Não acho que eu seja preguiçoso, nem desanimado com as histórias que começo a contar. Talvez eu seja um pouco desleixado. Começo a enrolar para fazerem as coisas acontecerem, ou as faço acontecer muito rápido, e ai já viu, né?! Fico sem material pra desenvolver, e acabo deixando a história de lado.

Já foi uma batalha épica entre anjos e demônios. Já foi um conto sobre dois amantes – e a futura morte dela, que nunca chegou. Já contei sobre uma alma roubada, para a sobrevivência de outra. Já escrevi até sobre uma nova raça, que na verdade era antiga e vivia entre os seres humanos, sem que ninguém suspeitasse. E agora eu estou tentando escrever sobre a colisão de dois mundos. É, eu sei. As temáticas tendem à ser meio nerds mesmo. Mas o que eu posso fazer se gosto de ficção? Pra mim flui mais fácil contar sobre criaturas místicas destruindo New York, do que falar sobre a jovem que andava de bicicleta.

Não pense que é fácil largar minhas histórias de lado. Eu só começo à escrevê-las quando estou realmente empolgado com o tema. E muitas vezes paro de pensar nelas quando essa empolgação some. O que, parando pra pensar, acontece com certa frequência na minha vida. Empolgação que vem, e empolgação que se vai. Deve acontecer com todo mundo, eu sei. Mas comigo parece que a coisa funciona na base do oito ou oitenta. Ou tá bom, ou tá ruim. Ou é preto ou é branco. Não gosto de tons de cinza. A vida seria mais fácil se fosse tudo ou bom ou ruim.

Eu até lembro que a primeira história foi desenvolvida até o capítulo cinco. O que é um grande recorde pra mim, se você pudesse colocar em uma linha do tempo tudo que já escrevi. Hoje, nesse novo “livro”, parei no capítulo dois, e já não sei como prosseguir sem parecer ridículo. Não, com certeza vai parecer ridículo de qualquer forma.

Acho que eu deveria escutar mais o que todo mundo me diz: Faz o que você quer fazer, sem se importar com a opinião dos outros. É, seria mais fácil se eu pudesse simplesmente ignorar meu senso crítico social. Quem sabe um dia eu não acabe chegando no fim de alguma história?

Por onde andei?

Então, assim… Eu confesso: eu sou bem preguiçoso pra escrever, sabe? Não me vem assunto… Essas coisas acontecem. Ai, pra piorar tudo, resolvi formatar o laptop, perdendo o programa que uso pra postar (MSN Live Writer), e a conexão wireless aqui de casa!

Calma, eu explico. Acontece que, por macumba de Oxum – ou seria Ogum? Sei lá, nunca entendi isso de religião direito… Fato é que, sabe-se lá porquê, meu laptop querido não estava sendo reconhecido mais pela rede aqui de casa. Ficava naquela maldita mensagem de AQUIRING NETWORK ADRESS, ou qualquer coisa do tipo. Até que hoje eu resolvi dar uma conferida nas configurações do roteador e tava lá: a senha que eu tava usando tava errada!

Eu mereço, né?! Passo quase duas semanas xingando Deus, o mundo, minha conexão e o notebook, pra depois descobrir que o burro na história sou eu. C’est la vie, I guess

Pelo menos pra uma coisa boa me serviu esse tempo de idade das trevas, em que não possuia a luz da internet wireless sem acessar a internet frequentemente: Comecei a ler ERAGON.

eragon cover

Eu lembro de ter visto o filme. Mas não me lembro de nada que acontece. Só lembro do dragão azul, da marca na mão, e só! Lendo o livro, eu continuei não lembrando de NADA do filme… Será que as duas versões são tão diferentes assim, uma da outra?

Pra tirar a dúvida, o filme já ta na lista do BitTorrent aqui. Mas, já adianto uma coisa: o livro tá bem bacana, viu?! 🙂