“Yeah Branding, bitch!” Logos fictícios de séries de TV

Francis Underwood

Uma coisa que sempre me chama a atenção em séries de TV, filmes ou qualquer obra que conta uma história, é a capacidade que aquele universo tem de se expandir e apresentar novos elementos a partir dos primeiros que já foram estabelecidos. Sim, eu sou uma vadia dos universos expandidos! Muito dessa capacidade se dá no nível de detalhes que os criadores colocam em mostrar ao público detalhes irrelevantes, mas que fazem aqueles personagens serem mais críveis e reais.

O artista uruguaio Pablo Cánepa pode não ter trabalhado em nenhuma destas séries, mas ele criou várias logos dos negócios de diversos personagens das séries mais famosas da atualidade. Dentre os meus preferidos estão a campanha para presidente do Francis Underwood (House of Cards), o escritório de arquitetura do Ted Mosby (How I Met Your Mother) e a clínica médica do Gregory House (House). Na página do projeto no Behance, tem ainda logos para Walter White e Jesse Pinkeman (Breaking Bad), Ross Geller e Joey Tribbiani (Friends), e muitos outros. Vale a pena o clique!

Gregory House

Ted Mosby

Walter White

Desconstruindo hábitos absolutos

leite

Você já se perguntou de onde veio a ideia de tirar leite de uma vaca e bebê-lo? Ou o que tinha na cabeça da primeira pessoa ao cortar os próprios cabelos? Qual era a expectativa ao fermentarmos a uva ou a cevada, há tantos milhares de anos? De onde veio o nosso hábito de ler no banheiro?

Essas e diversas outras dúvidas sempre me pegam de surpresa. Acho engraçado e divertido tentar entender o que se passava na cabeça do primeiro ser humano que cogitou fazer alguma dessas coisas – a maioria das vezes eu fico imaginando isso com comidas simples, como o arroz ou feijão. Para verduras e frutas é fácil pensar que vimos os animais comendo e simplesmente copiamos esse hábito. Mas e quantos aos legumes? Quem disse que a batata ou a cenoura que estavam ali embaixo da terra eram comestíveis? Que tipo de necessidade – ou inquietude – passaram nossos ancestrais para cogitarem ingerir aquelas raízes, correndo o risco de não só terem um gosto ruim, mas serem venenosas.

E alimentos que, naturalmente são ruins ou tóxicos, mas quando passados por algum tipo de processo – como o cozimento, por exemplo – se tornam comestíveis e, às vezes até essenciais para a nossa sobrevivência?

Durante a Idade Média européia, era muito mais comum beber vinho ou cerveja pois o processo de produção eliminava as substâncias nocivas que eram abundantes na água da época. Mas o quê passou na cabeça da primeira pessoa que percebeu que um processo de fervura já ajudava a purificar a água?

Eu sei, você pode estar pensando que esse tipo de pensamento não me leva a lugar nenhum. É só um exercício de reflexão que eu gosto de fazer de vez em sempre. Mas eu penso que pode sim me levar a algum lugar… Acho importante tentar entender porque as coisas são hoje do jeito que são, para que possamos identificar se algum padrão que estamos seguindo ainda faz sentido ou se já não deveríamos tê-lo abandonado ou substituido por outro.

Te convido a fazer esse exercício a partir de agora. Pegue hábitos e coisas que são absolutas na sua vida, que você faz quase no modo automático, sem pensar direito. E reflita como aquilo entrou na sua vida, na da sua família, na sua cultura e, por fim, na espécie humana. Desconstrua a lógica por trás daquilo e pense se hoje, com as facilidades tecnológicas e avanços sociais que alcançamos, não há um modo mais “lógico” de realizar essas mesma tarefas ou pensamentos.

Se quiser, deixe um comentário dizendo o que te faz “viajar” nesse sentido ou me conte quais hábitos absolutos acredita estarem ultrapassados e precisando de uma reformulação.

EF – Live The Language, pt. III: Rio de Janeiro

Eu já falei aqui sobre a campanha Live The Language, da escola EF, umas duas vezes. Não é atoa que eu gosto tanto dessa campanha: ao meu ver, ela transmite a essência do que a experiência de intercâmbio deve ser. Aprender uma nova língua, sim, mas também estar imerso em uma nova cultura. Fazer um intercâmbio é uma experiência que vai te dar não só uma noção de mundo, mas também uma noção de si próprio inserido nesse mundo. É uma das poucas etapas na vida que eu gostaria que todo mundo tivesse a oportunidade de passar.

EF-bye

E, pelo visto, eu não sou o único que virou fã dessa campanha. O Kenzo Giunto, um jovem brasileiro,  na busca por se tornar um cineasta famoso – compartilho sua paixão, cara! – fez a sua própria versão do filme, colocando a mais famosa cidade do Brasil em foco: o Rio de Janeiro recebe um intercambista que aprende algumas gírias e costumes marrentos cariocas.

Confesso que achei engraçado ver expressões como “mate”, “altinha” e “pão de queijoMINEIRO PRIDE, YO! na tela, mas o vídeo não perde em nada para a campanha original. Inclusive, eu só fui notar que era uma versão amadora, ao final do vídeo, quando vi que o canal não era o oficial da EF. Quem quiser conferir os outros trabalhos do Kenzo, o canal do cara no YouTube é este aqui fica a dica: o cara tem talento! Smiley piscando

Sobre encalhes, golfinhos e Ingrid Visser

No dia 05 de março, cerca de 20 golfinhos encalharam nas areias da Prainha, em Arraial do Cabo. Os moradores e banhistas que estavam ao redor, após a surpresa inicial de verem os animais nadarem em direção à praia e ficarem agarrados, correram para ajudar. O mais fantástico? Toda a ação foi gravada em vídeo e não dura nem quatro minutos!

Um encalhe é extremamente estressante para os cetáceos e, dizem os cientistas, podem traumatizar um animal pelo resto da vida. Principalmente se o resgate for demorado, alguns animais não conseguem sobreviver nem mesmo após terem retornado ao mar. Neste caso, pela rapidez do salvamento, o “erro de percurso” talvez não deixe sequelas nos golfinhos.

Encalhes de golfinhos e baleias não são raros, mas nos últimos anos os números de ocorrências tem assustado os cientistas. Alguns culpam a intervenção direta do homem no reino marinho, através de sonares, plataformas petroquímicas, e demais construções que interferem no senso de direção dos animais, principalmente com a ecolocalização dos golfinhos. Outros afirmam que são as mudanças climáticas que vem afetando os sonares biológicos dos animais.

orca research trust

Quem faz um trabalho fantástico com animais encalhados é a doutora Ingrid Visser. Ela criou a "Orca Research Trust", uma organização não-governamental empenhada em educar as pessoas, coletar informações e proteger as Orcas da Nova Zelândia. A ORT possui uma “orca hotline”, em que as pessoas podem ligar em casos de avistament0 ou encalhe de orcas. É imensa a quantidade de gente que avisa e, por causa dessas pessoas, a cientista já conseguiu salvar um bom número de golfinhos e baleias assim. [clicar na imagem acima vai te levar pra página do projeto, no Facebook]

No primeiro vídeo abaixo, a doutora Ingrid e voluntários tentam salvar um grupo de baleias piloto que encalharam na costa norte da ilha sul da Nova Zelândia, em janeiro deste ano. No segundo vídeo, a doutora e outros voluntários tentam salvar uma orca macho, no fim de 2010.

DreamGiver

De onde vem os sonhos que temos quase todas as noites? Essa belíssima animação da Brigham Young University’s Center for Animation nos responde a essa pergunta e ainda aponta porque, às vezes, nossos melhores sonhos podem se tornar imensos pesadelos…

(fiquei com receio de dormir, sabendo que é um bichinho feio desses quem quebra uns ovos enquanto eu tô de olhos fechados…)

#OccupyRobinHood

anonymous1O Anonymous não perdoa. Pega um, pega geral. Também vai pegar você!

Há algumas semanas eles vinham avisando que uma grande operação seria realizada no final de semana do Natal. Não deu outra: na segunda-feira, dia 26, o banco de dados da agência de segurança norte-americana Stratfor foi invadido e diversas informações de cartões de crédito de empresas e do Departamento de Defesa dos USA foram acessadas. Minutos depois, orfanatos, asilos e instituições de caridade ao redor do mundo todo receberam doações em suas contas bancárias, com a singela mensagem de “Obrigado! Agência de Segurança Interna”.

Eu ainda não sei aonde fica minha opinião quanto ao Anonymous e aos movimentos de #Occupy. A maioria das reinvidicações me parecem justas e uma parte de mim pagaria pra ver um mundo onde toda a ordem econômica fosse abalada. Mas a partir de que ponto as ações de cyber/hackerativismo deixam de ser um direito da população de se organizar, e se tornam mais uma forma de roubo? Os fins justificam os meios, afinal de contas? Não é roubo, se o dinheiro vai para caridade?

Em um momento em que o congresso americano tenta passar a S.O.P.A. (Stop Online Piracy Act) como lei, talvez essa ação do Anonymous não tenha sido assim tão boa.

"We are Anonymous. We are Legion. We do not forgive. We do not forget. Expect us."

Para ler mais sobre a ação do Anonymous no dia 26, clique aqui. Para entender mais sobre a S.O.P.A., recomendo este link.

Matemática dos Anos

De acordo com a matemática que desenvolvi em meus anos de vida, ano ímpar é ano bom e ano par é ano bosta. Salve algumas excessões (2006 foi ano bom, 2010 foi balanceado), essa regra vem se mostrando bastante eficaz.

Agora que já estamos em Novembro e o 2011 já está dando bye, bye tristeza não precisa voltar, fica aquela dúvida de como será 2012. Por sorte, tenho uma viagem marcado pra Julho e, de acordo com alguns calendários por aí, em Dezembro teremos alguma coisa diferente rolando no ar… No mínimo, 2012 terá que ser um ano balanceado. O universo só não pode errar a dose de merdas.

Confesso que o clima de fim do ano é o que eu mais gosto. Tem aquela vibe de renovações, de novos começos, de promessas que a gente nunca vai cumprir… E aí, o que você está planejando para o ano que vem?