Bittersweet Dream

Fica difícil querer levantar da cama quando o coração – já quebrado há anos – recebe um ataque certeiro durante o sonho. Teria sido perfeito, se eu não tivesse que acordar nunca mais.

Morenas de olhos claros e sorrisos de verão sempre foram meu ponto fraco. Posso voltar no tempo e fazer diferente?

 

P.S.: E com isso fecha-se a porta, se dá as costas para o armário, e vai viver a vida com olhos no futuro. Chega de remoer o passado, esperando que ele vire presente.

Sonho é Déjà Vu?

Sonhos são uma coisa esquisita, né?! Ninguém sabe de onde veêm, porque acontecem, nem com qual finalidade. Eu tenho algumas teorias, mas esse texto não é pra discutir sobre elas. É pra falar sobre o meu sonho de hoje, que se eu não me engano, é a segunda ou terceira vez que o tenho. Isso acontece comigo às vezes. Tenho déjà vu de sonhos, e não tenho certeza se é uma repetição de um sonho que já tive, ou se é só aquela sensação estranha de se lembrar de algo que nunca aconteceu.

O de hoje não foi diferente. Talvez por ter assistido tantos programas sobre o universo e seres de outros planetas na última semana, meu cérebro criou uma fantasia de que eu era parte de uma equipe de exploração espacial. Desecessário dizer o quão nerd esse papo pode ficar a partir de agora, né?!

Fato é que, à medida que as coisas iam acontecendo no sonho – e eu me refiro aos aliens invadindo a nave, e nos deixando encurralados na ponte de comando –, eu ia me lembrando de já ter vivido tudo aquilo antes. E ia me lembrando do que era necessário fazer, até que terminasse tudo ao explodirmos a nave e fugir nos pods de escape. Toda a tripulação se salvou, sim. Mas a nave virou poeira cósmica. E o que é uma tripulação sem nada para tripular? Triste também é que, eu sempre acordo quando a nave explode. Nunca descubro pra onde os pods foram, e se todos conseguiram sobreviver. Talvez eu tenha morrido na explosão, ou talvez o sonho esteja ligado à nave, e não às pessoas. Verdade seja dita, eu lembro muito mais dos cantos da nave do que dos rostos das pessoas.

O filme de Star Trek vem ai!

Mas eu acho engraçado essa sensação de déjà vu de um sonho. Há quem diga que sonhos são a representação de suas vontades, medos e desejos. Eu acredito um pouco nisso sim. Mas eu também gosto de pensar que sonhos são a forma de sua mente viajar pro futuro e pro passado, sem necessariamente levar seu corpo junto. Quem sabe todos esses sonhos que nós temos, e não sabemos de onde vieram, não são nossa mente indo e vindo de tempos e locais diferentes no universo, trazendo fragmentos de vidas passadas e/ou futuras?

Eu particularmente gosto de pensar nisso. Tem quem não acredite em outras vidas, e há quem não acredite em espíritos, ou na possibilidade de viagem no tempo. Eu acredito que o mundo ainda é muito imenso e infinito, pra minúscula ponta de agulha que representa o que nós como seres humanos já descobrimos, e afirmamos conhecer.

Histórias

Quando foi aúltima vez que você sonhou? Melhor: quando foi a última vez que você sonhou com algo empolgante? A minha última vez foi semana passada, quando eu acordei com um bom argumento pra começar (mais) um livro.

Provavelmente ninguém sabe disso, mas eu já somo mais de três rascunhos de histórias que começaram – na minha cabeça, ou nas páginas do word – e nunca chegaram em um fim. Não acho que eu seja preguiçoso, nem desanimado com as histórias que começo a contar. Talvez eu seja um pouco desleixado. Começo a enrolar para fazerem as coisas acontecerem, ou as faço acontecer muito rápido, e ai já viu, né?! Fico sem material pra desenvolver, e acabo deixando a história de lado.

Já foi uma batalha épica entre anjos e demônios. Já foi um conto sobre dois amantes – e a futura morte dela, que nunca chegou. Já contei sobre uma alma roubada, para a sobrevivência de outra. Já escrevi até sobre uma nova raça, que na verdade era antiga e vivia entre os seres humanos, sem que ninguém suspeitasse. E agora eu estou tentando escrever sobre a colisão de dois mundos. É, eu sei. As temáticas tendem à ser meio nerds mesmo. Mas o que eu posso fazer se gosto de ficção? Pra mim flui mais fácil contar sobre criaturas místicas destruindo New York, do que falar sobre a jovem que andava de bicicleta.

Não pense que é fácil largar minhas histórias de lado. Eu só começo à escrevê-las quando estou realmente empolgado com o tema. E muitas vezes paro de pensar nelas quando essa empolgação some. O que, parando pra pensar, acontece com certa frequência na minha vida. Empolgação que vem, e empolgação que se vai. Deve acontecer com todo mundo, eu sei. Mas comigo parece que a coisa funciona na base do oito ou oitenta. Ou tá bom, ou tá ruim. Ou é preto ou é branco. Não gosto de tons de cinza. A vida seria mais fácil se fosse tudo ou bom ou ruim.

Eu até lembro que a primeira história foi desenvolvida até o capítulo cinco. O que é um grande recorde pra mim, se você pudesse colocar em uma linha do tempo tudo que já escrevi. Hoje, nesse novo “livro”, parei no capítulo dois, e já não sei como prosseguir sem parecer ridículo. Não, com certeza vai parecer ridículo de qualquer forma.

Acho que eu deveria escutar mais o que todo mundo me diz: Faz o que você quer fazer, sem se importar com a opinião dos outros. É, seria mais fácil se eu pudesse simplesmente ignorar meu senso crítico social. Quem sabe um dia eu não acabe chegando no fim de alguma história?

I Kinda Always Knew She Would End Up My Ex-Girlfriend

Pra mim, sonhar com ex-namoradas está no top da lista possibilidades de sonhos esquisitos. Principalmente quando já tem algum tempo que não se fala com a pessoa, e se tinha certeza absoluta de que nenhum sentimento restava.

Mas não só pelo sonho em si, e sim também pela intensidade com que eles acontecem. É sempre tudo tão real, que quando eu acordo, eu fico uns cinco minutos pensando se aquilo aconteceu mesmo… E porquê diabos eu tinha que acordar!

No sonho de hoje aconteceu isso. Eu, ex-namorada, um loft bacana, e alguns amigos embarreirando o esquema. Um loft bacana! EU TINHA UM LOFT SÓ PRA MIM! Com um sofá-cama mega gigante e que deve ter perdido algumas suspensões depois do sonho.

sofa

(era assim, maior e sem o furão)