#ihRodei pelo Atacama

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(vem comigo nessa viagem!)

O amigo Thiago Khoury me convidou pra falar sobre os tours que eu fiz com duas amigas (Juliana e Nataly) no começo de ano, lá no Atacama! A série vai ter quatro posts e o primeiro já está no ar, com minhas impressões sobre os Monjes de la Pacana” e o belíssimo “Salar de Tara. Confira o comecinho ai embaixo e acompanhe o  Rodei para ler as excelentes dicas de viagens do Thiago!

“E se a gente passasse o Reveillon no deserto?”

Foi mais ou menos assim que começou a história do fim de ano mais inusitado e divertido da minha vida. Já tínhamos combinado de passar a virada de 2013 para 2014 juntos, mas apesar do plano original envolver Londres, em junho já estávamos com as passagens compradas para Santiago e San Pedro de Atacama.

Resolvemos fechar todos os tours no primeiro dia e, apesar de procurarmos ferrenhamente a loja da Grado 10, como o Thiago indicou aqui, acabamos fechando tudo com a Turistour. Os caras são bacanas – quem fechou com a gente foi uma moça super simpática – e todo o processo de entender quais os tours disponíveis, encaixar os melhores horários e dias, agendar e pagar não demorou mais do que 40 minutos.

Resolvemos colocar um tour mais comprido no primeiro dia, dois tours no segundo dia, descansar no terceiro dia e fechar a tarde do terceiro dia com um último tour.

(Nataly, eum Juliana e os dois dos vulcões mais famosos do mundo: Licancabur e Hulriques)

(Nataly, eu, Juliana e os vulcões Licancabur e Hulriques)

Começamos no dia seguinte ao que chegamos em San Pedro indo aos Monjes de la Pacana e Salar de Tara. O pessoal da Turistour nos pegou no hotel por volta das 8:00 e partimos de van em direção à cordilheira andina. Confesso que não tinha sentido a presença do deserto até então, mas quando a van parou para observarmos os vulcões Licancabur e Hulriques, e depois durante o lanche no mirante Quepiaco, a realidade bateu e fiquei embasbacado com tanta beleza!

Continue lendo sobre minha viagem ao Atacama no Rodei.

EF – Live The Language, pt. III: Rio de Janeiro

Eu já falei aqui sobre a campanha Live The Language, da escola EF, umas duas vezes. Não é atoa que eu gosto tanto dessa campanha: ao meu ver, ela transmite a essência do que a experiência de intercâmbio deve ser. Aprender uma nova língua, sim, mas também estar imerso em uma nova cultura. Fazer um intercâmbio é uma experiência que vai te dar não só uma noção de mundo, mas também uma noção de si próprio inserido nesse mundo. É uma das poucas etapas na vida que eu gostaria que todo mundo tivesse a oportunidade de passar.

EF-bye

E, pelo visto, eu não sou o único que virou fã dessa campanha. O Kenzo Giunto, um jovem brasileiro,  na busca por se tornar um cineasta famoso – compartilho sua paixão, cara! – fez a sua própria versão do filme, colocando a mais famosa cidade do Brasil em foco: o Rio de Janeiro recebe um intercambista que aprende algumas gírias e costumes marrentos cariocas.

Confesso que achei engraçado ver expressões como “mate”, “altinha” e “pão de queijoMINEIRO PRIDE, YO! na tela, mas o vídeo não perde em nada para a campanha original. Inclusive, eu só fui notar que era uma versão amadora, ao final do vídeo, quando vi que o canal não era o oficial da EF. Quem quiser conferir os outros trabalhos do Kenzo, o canal do cara no YouTube é este aqui fica a dica: o cara tem talento! Smiley piscando

EF – Live The Language, pt. II

Saíram essa semana mais três vídeos da campanha Live The Language, da escola de idiomas EF. VANCOUVER (<3), SIDNEY e LOS ANGELES ganharam suas versões para estudar uma língua – no caso das três cidades, o inglês -, enquanto se aprende uma nova cultura.

(achei foda o cara saber linguagem dos sinais)


(partiu Austrália?)

(podia ter terminado ensinando “KISS”, hein?!)

Desnecessário reafirmar o quão lindo ficaram os vídeos e que a EF acertou no ponto certo, pra quem gosta de fazer intercâmbios, conhecer novas pessoas e culturas. Agradeço à Daniela, por comentar no post antigo sobre os três novos vídeos. 😉

EF – Live The Language/Viva a Língua

EF LogoA escola de idiomas EF lançou uma série de vídeos que mostram a diferença entre estudar um idoma em uma sala de aula, e vivenciá-lo em seu habitat original – o país onde é falado. Pra quem gosta de viajar e aprender novas línguas – olá, prazer! o/ – os vídeos são uma dose cavalar de incentivo à fazer um intercâmbio cultural.

Tomei a liberdade de anexar os vídeos de LONDON e PARIS abaixo, mas no canal do youtube da escola tem também as experiências em BARCELONA e BEIJING. Senti a falta de NEW YORK, RIO DE JANEIRO/SALVADORhey, o Brasil está em alta no mercado internacional, não estão sabendo? –, ROMA/MILÃO, MONTRÉAL – cidade bilingue, sacolé? -  e BERLIN.

Papel de Parede Analógico em RGB

E se você pudesse mudar o tema da decoração do seu quarto, só mudando a cor da luz que ilumina suas paredes?

 

Foi o que propuseram os designers do estúdio italiano Carnovsky, pra famosa marca de papéis de parede de Milão, Janelli & Volpi. Dependendo da luz que ilumina o espaço, uma respectiva camada – que só responde àquela cor – é ativada.

  

A idéia é muito legal, e o efeito é interessante. Mas fica aquele pé atrás: quem tem saco pra ficar em um ambiente monocromático? Talvez seja por isso que os designers tenham produzido também alguns quadros usando a mesma técnica. É bem mais simples – e mais agradável aos olhos – incidir um pequeno feixe de luz em um ponto da parede, do que no quarto inteiro.

  

As produções ficam em exibição na Johanssen Gallery, em Berlim, até o dia 10 de Fevereiro. Se a capital alemã estiver nos seus planos para a virada do ano, não deixe de conferir.

Brand Place – Paris vs New York

Branding, de acordo com alguns autores, é o gerenciamento da forma que a sua marca é consumida por seus diversos stakeholders. Consumo esse que pode se dar desde a forma mais básica (no ato da compra) à uma mais ampla e complexa (quais relações e sentimentos a sua marca desperta na mente do seu consumidor). Entenda stakeholders também não só como o consumidor final, que de fato paga pelo produto/serviço. Lembre-se dos funcionários, da mídia, enfim, das diversas outras formas que sua marca interage, é consumida e percebida.

Place branding/Brand Place seria então algo relacionado à como uma região/cidade/estado/país/nação é percebida pelos seus visitantes e moradores, correto?

Bem, se vocês estão comigo, então vão gostar da proposta do blog “Paris Versus New York – a tally of two cities”: o designer – ah, sempre os designers! – Vahram Muratyan desenvolveu diversos postais que botam em cheque as diversas diferenças entre as duas das cidades mais características e encatadoras do mundo, Paris e New York. E, se o que dizem for verdade, é vendo essas diferenças lado a lado que notamos como essas duas jóias da humanidade possuem mais igualdades do que imaginávamos. São, de fato, qualidades que percebemos e nos ajudam a desenvolver o place branding de cada uma delas. Divirtam-se. Alegre

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(post claramente chupado kibado do Fake-Doll, e dedicado ao Rodei Smiley piscando)

Mergulhar é Preci(o)so.

Eu e Daniel, 2003/Ilha Grande Eu lembro que era 2005, e eu tinha acabado de entrar na faculdade, quando meu irmão apareceu com a idéia de fazer um curso de mergulho. Eu já tinha mergulhado antes, em 2003 – o tal do “batismo”, que é quando você não tem certificação, e tem que mergulhar com um instrutor –, quando o pessoal do colégio fez uma viagem à Ilha Grande, com a professora de biologia. Só eu e o Daniel havíamos empolgado pra fazer um mergulho de cilindro, e acabou que na hora de descer, ele não conseguiu descompressar (quando você iguala as pressões interna do ouvido com a externa), e eu fui sozinho com o instrutor. Preciso falar que a experiência foi fantástica? 😀

Sendo mineiro, a primeira pergunta que me passou pela cabeça quando meu irmão me chamou, foi: “vamos ter que ir pra qual cidade fazer o curso?”. Se naquela época eu soubesse que Belo Horizonte se tornaria a segunda cidade brasileira que mais certifica mergulhadores credenciados, certamente saberia que não ia precisar ir pra lugar nenhum – poderia fazer todo o curso, teórico e prático, em uma das escolas de mergulho daqui mesmo. Só ia ter que fazer uma prova prática numa viagem de fim de semana ou feriadão prolongado. Mesmo com alguns medos – até hoje eu sinto arrepior na espinha só de pensar em ter que passar por debaixo de um barco, por exemplo –, fomos lá fazer a matrícula do curso básico. Uma semana depois, a prova teórica estava feita e a prática marcada pro feriado da Semana Santa, em Búzios – informações à confirmar. Fui procurar meu logbook com os dados do mergulho e descobri que não tenho idéia de onde eu o guardei da última vez. Sucks to be me, I guess…

Verdade seja dita: eu não passei na prova teórica. Tive que refazer depois da viagem e hoje tenho minha Meu irmão e eu, 2007/Guaraparicertificação internacional de mergulhador básico.  O que isso quer dizer na prática? Que eu posso mergulhar com minha dupla, sem a necessidade de nenhum instrutor, até uma profundidade de 18 metros, desde que exista luz natural (somente mergulhos diurnos) e em águas abertas (eu não posso entrar em cavernas ou dentro de naufrágios, por exemplo – mas posso contorná-los e apreciar por fora, como já fiz). Como todo mergulhador certificado, eu não devo e nem posso – e nem quero, na verdade – mergulhar sozinho. O mergulho de scuba é feito sempre em parcerias de, no mínimo, duplas. Ter um irmão que é ainda mais empolgado do que você com mergulhos ajuda muito, vai por mim. 😉

Durante o curso você aprende diversas coisas, tanto práticas quanto teóricas. Identificar e montar os equipamentos, planejamento de mergulho, descompressão, tabela descompressiva, flutuabilidade, física e fisiologia do mergulho, situações de resgate e emergência, e até um pouco sobre ecossistema e meio ambiente. Tudo isso e mais um pouco que você aprende sem nem perceber a quantidade de coisa que é. Mas nada se compara a estar na água e por tudo em prática. Ou quase tudo, porque tem umas coisas de emergência e resgate que você torce pra nunca precisar fazer, como dividir o cilindro de oxigênio porque o seu dupla esqueceu de olhar e controlar o gasto do dele.

A calma e o silêncio lá em baixo é coisa de outro mundo, porque o que você consegue ouvir e distinguir sem esforço é a sua respiração e as bolinhas de ar saindo do respiradouro. Faz você criar toda uma nova consciência sobre sí próprio – porque controlar o ritmo de respiração e sua posição de flutuabilidade é essencial no mergulho – e sobre o mundo que te cerca – porque qualquer mínimo movimento que você faça embaixo dágua, vai refletir em você e na sua posição de mergulho, ou no ambiente ao seu redor.

Eu, 2007/Gurapari Ainda não tive a sorte de cruzar com um grupo de baleias e ouvir os sons lá de baixo, mas já nadei com uma tartaruga marinha – e verdade seja dita novamente: se não fosse pelo meu irmão, eu nem teria visto. Claro, pra ter uma visibilidade bacana e um ecossistema rico de vida marinha, vai depender muito do local e da época que você for mergulhar. No primeiro mergulho, aquele lá em Ilha Grande, eu lembro que a visibilidade não era das melhores. A gente foi em Julho, acho que era época de chuva, e o mar tava muito revirado, com muita areia diminuindo o alcance da visão. No mergulho da prova prática foi mais tranquilo, apesar de também pegarmos um pouco de chuva. Em Guarapari, em 2007 – se eu não me engano –, a visibilidade tava bem legal, e a biodiversidade é uma das melhores da região Sudeste.

Mas não só de vida marinha vive um scuba diver. O mais legal do mergulho são as amizades que a gente faz durante uma viagem, ou até mesmo só estando em contato com o esporte. Não existe scuba diver que não seja apaixonado pelo mar, pelo mergulho, e por contar e ouvir experiências diversas sobre a vida lá embaixo. Isso ajuda bastante a manter um tópico de conversa e discussão, mesmo quando você não tem nada em comum com um outro mergulhador – o que é bem raro de acontecer.

Então, se você estiver procurando um lazer social, que vai te proporcionar não só um conhecimento aprofundado sobre você e o meio ambiente, mas também novos amigos e um estilo de vida mais centrado no que realmente importa na sua vida, o mergulho subaquático – ou Scuba Diving – é o que eu tenho pra te indicar hoje. 😉

P.S.: Após o jump, tem uma seleção de fotos que eu carinhosamente roubei do site da DiveLife, escola de mergulho daqui de BH que é sensacional. Não só pela seriedade e carinho com que os cursos são ministrados, mas pela amizade e respeito que o pessoal de lá tem com os Divers que viajam quase todos os meses, pra mergulhar pela costa brasileira. As fotos dão só um gostinho bem pequeno das maravilhas que a gente consegue ver enquanto mergulha, e eu espero que seja um incentivo à mais para que vocês possam pelo menos experimentar essa vida – seja fazendo um mergulho de “batismo”, ou um curso de mergulho básico igual o que eu fiz. Mas não garanto nada se, após a primeira experiência, você também se apaixonar pelo Scuba Diving. Só digo que, se for mergulhar, não esquece de me chamar, ok? 😉

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