The Tank Bangers – Our Blue..

Mesmo que você nunca tenha feito qualquer tipo de mergulho, seja de cilindro ou de apnéia, não é difícil imaginar as atrações que o mundo embaixo d’água exerce sobre alguns de nós. A água em si, já é um fascínio que atrai qualquer bebê. Não é difícil então imaginar porquê um grupo de instrutores e guias de mergulhos resolveram gravar um vídeo, cantando seu amor pelo azul submarino e, ao mesmo tempo, alertar sobre a prática cruel do finning.

No site dos Tank Bangers, eles contam a história de como, em uma tarde no Mar Vermelho do Egito, eles decidiram gravar um vídeo de zoação (cantando Bohemia Rhapsody, do Queen), e como aquilo evolui para algo mais sério. São 300 mil golfinhos e baleias morrendo, por ano, presos em redes de pesca ilegal. 100 milhões de tubarões por ano morrem pela prática do finning. Durante os seis minutos e meio do vídeo, 850 tubarões tiveram suas barbatanass cortadas e devolvidos ao mar, muitas vezes ainda com vida.

Mesmo que você não se importe com a vida marinha, ou acha que não pode fazer qualquer diferença no mundo, te convido a assistir o video abaixo. Garanto que você vai se impressionar com as fantásticas imagens, possíveis só em um ambiente rico em biodiversidade e beleza, como o fundo do mar. E a música é bem bonitinha também! Smiley piscando

 

P.S.: a título de curiosidade, aquela bolha de ar aos 1:25 minutos é extremamente difícil de se fazer. Mas o efeito, como vocês viram, é fantástico! Alegre

Diver for the Rescue

Pra quem gostou ou se empolgou com aquele texto sobre scuba diving – Oi, Vic! – vai gostar do vídeo a seguir. Infelizmente, o mundo embaixo dágua não é lá mil maravilhas. As redes de pesca ilegais são um dos maiores perigos da vida marinha, e pode desestabilizar todo um ecossistema. Mas ainda bem que existem divers dispostos a mudar esse cenário, quando encontram algo errado.

Foi o que fez o Paulo Mesquita. Enquanto mergulhava no litoral do estado de São Paulo, ele encontrou uma tartaruga marinha enroscada em uma dessas redes de pesca. O diver – que mergulhava só com o uso de snorkel – foi atencioso o suficiente pra ajudar, e ainda ficou com ela durante todos os dez longos minutos em que a coitadinha retomava o fôlego, antes de voltar a nadar livremente. Um belo exemplo à ser seguido. 🙂

Mergulhar é Preci(o)so.

Eu e Daniel, 2003/Ilha Grande Eu lembro que era 2005, e eu tinha acabado de entrar na faculdade, quando meu irmão apareceu com a idéia de fazer um curso de mergulho. Eu já tinha mergulhado antes, em 2003 – o tal do “batismo”, que é quando você não tem certificação, e tem que mergulhar com um instrutor –, quando o pessoal do colégio fez uma viagem à Ilha Grande, com a professora de biologia. Só eu e o Daniel havíamos empolgado pra fazer um mergulho de cilindro, e acabou que na hora de descer, ele não conseguiu descompressar (quando você iguala as pressões interna do ouvido com a externa), e eu fui sozinho com o instrutor. Preciso falar que a experiência foi fantástica? 😀

Sendo mineiro, a primeira pergunta que me passou pela cabeça quando meu irmão me chamou, foi: “vamos ter que ir pra qual cidade fazer o curso?”. Se naquela época eu soubesse que Belo Horizonte se tornaria a segunda cidade brasileira que mais certifica mergulhadores credenciados, certamente saberia que não ia precisar ir pra lugar nenhum – poderia fazer todo o curso, teórico e prático, em uma das escolas de mergulho daqui mesmo. Só ia ter que fazer uma prova prática numa viagem de fim de semana ou feriadão prolongado. Mesmo com alguns medos – até hoje eu sinto arrepior na espinha só de pensar em ter que passar por debaixo de um barco, por exemplo –, fomos lá fazer a matrícula do curso básico. Uma semana depois, a prova teórica estava feita e a prática marcada pro feriado da Semana Santa, em Búzios – informações à confirmar. Fui procurar meu logbook com os dados do mergulho e descobri que não tenho idéia de onde eu o guardei da última vez. Sucks to be me, I guess…

Verdade seja dita: eu não passei na prova teórica. Tive que refazer depois da viagem e hoje tenho minha Meu irmão e eu, 2007/Guaraparicertificação internacional de mergulhador básico.  O que isso quer dizer na prática? Que eu posso mergulhar com minha dupla, sem a necessidade de nenhum instrutor, até uma profundidade de 18 metros, desde que exista luz natural (somente mergulhos diurnos) e em águas abertas (eu não posso entrar em cavernas ou dentro de naufrágios, por exemplo – mas posso contorná-los e apreciar por fora, como já fiz). Como todo mergulhador certificado, eu não devo e nem posso – e nem quero, na verdade – mergulhar sozinho. O mergulho de scuba é feito sempre em parcerias de, no mínimo, duplas. Ter um irmão que é ainda mais empolgado do que você com mergulhos ajuda muito, vai por mim. 😉

Durante o curso você aprende diversas coisas, tanto práticas quanto teóricas. Identificar e montar os equipamentos, planejamento de mergulho, descompressão, tabela descompressiva, flutuabilidade, física e fisiologia do mergulho, situações de resgate e emergência, e até um pouco sobre ecossistema e meio ambiente. Tudo isso e mais um pouco que você aprende sem nem perceber a quantidade de coisa que é. Mas nada se compara a estar na água e por tudo em prática. Ou quase tudo, porque tem umas coisas de emergência e resgate que você torce pra nunca precisar fazer, como dividir o cilindro de oxigênio porque o seu dupla esqueceu de olhar e controlar o gasto do dele.

A calma e o silêncio lá em baixo é coisa de outro mundo, porque o que você consegue ouvir e distinguir sem esforço é a sua respiração e as bolinhas de ar saindo do respiradouro. Faz você criar toda uma nova consciência sobre sí próprio – porque controlar o ritmo de respiração e sua posição de flutuabilidade é essencial no mergulho – e sobre o mundo que te cerca – porque qualquer mínimo movimento que você faça embaixo dágua, vai refletir em você e na sua posição de mergulho, ou no ambiente ao seu redor.

Eu, 2007/Gurapari Ainda não tive a sorte de cruzar com um grupo de baleias e ouvir os sons lá de baixo, mas já nadei com uma tartaruga marinha – e verdade seja dita novamente: se não fosse pelo meu irmão, eu nem teria visto. Claro, pra ter uma visibilidade bacana e um ecossistema rico de vida marinha, vai depender muito do local e da época que você for mergulhar. No primeiro mergulho, aquele lá em Ilha Grande, eu lembro que a visibilidade não era das melhores. A gente foi em Julho, acho que era época de chuva, e o mar tava muito revirado, com muita areia diminuindo o alcance da visão. No mergulho da prova prática foi mais tranquilo, apesar de também pegarmos um pouco de chuva. Em Guarapari, em 2007 – se eu não me engano –, a visibilidade tava bem legal, e a biodiversidade é uma das melhores da região Sudeste.

Mas não só de vida marinha vive um scuba diver. O mais legal do mergulho são as amizades que a gente faz durante uma viagem, ou até mesmo só estando em contato com o esporte. Não existe scuba diver que não seja apaixonado pelo mar, pelo mergulho, e por contar e ouvir experiências diversas sobre a vida lá embaixo. Isso ajuda bastante a manter um tópico de conversa e discussão, mesmo quando você não tem nada em comum com um outro mergulhador – o que é bem raro de acontecer.

Então, se você estiver procurando um lazer social, que vai te proporcionar não só um conhecimento aprofundado sobre você e o meio ambiente, mas também novos amigos e um estilo de vida mais centrado no que realmente importa na sua vida, o mergulho subaquático – ou Scuba Diving – é o que eu tenho pra te indicar hoje. 😉

P.S.: Após o jump, tem uma seleção de fotos que eu carinhosamente roubei do site da DiveLife, escola de mergulho daqui de BH que é sensacional. Não só pela seriedade e carinho com que os cursos são ministrados, mas pela amizade e respeito que o pessoal de lá tem com os Divers que viajam quase todos os meses, pra mergulhar pela costa brasileira. As fotos dão só um gostinho bem pequeno das maravilhas que a gente consegue ver enquanto mergulha, e eu espero que seja um incentivo à mais para que vocês possam pelo menos experimentar essa vida – seja fazendo um mergulho de “batismo”, ou um curso de mergulho básico igual o que eu fiz. Mas não garanto nada se, após a primeira experiência, você também se apaixonar pelo Scuba Diving. Só digo que, se for mergulhar, não esquece de me chamar, ok? 😉

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